A budista Monja Coen palestrou em Farroupilha, durante evento realizado pelo Secs, e abordou o tema, 'Ansiedade'. Durante a palestra, ela orientou como lidar com a ansiedade e repassou técnicas de respiração como forma de alívio. A religiosa orientou sobre o excesso de informações que torna um mundo ansioso e explicou que a tecnologia veio para ficar. Para ela, é importante saber conviver com o mundo atual, desde que seja tudo dentro de um limite e utilizado com responsabilidade. 

Comentou sobre o autoconhecimento para a meditação e como evitar a ansiedade. Conforme a Monja, primeiro é preciso você se conhecer por inteiro, para depois ter controle sobre suas emoções. A budista citou o exemplo de um computador ou um aparelho celular com muita tecnologia. Se você não tiver o conhecimento sobre os equipamentos, você não vai saber utilizar. "O autoconhecimento não te faz ser outra pessoa, ajuda a te reconhecer”, esclareceu.

A monja fez um breve relato sobre sua vida enquanto jovem, das suas experiências e a confiança que adquiriu de sua mãe. Exaltou sua gravidez, onde criou sua filha sem o marido, que foi embora quando soube que ela estava grávida, e destacou o apoio da família.

A palestrante comentou sua rotina como monja no mosteiro, das viagens das palestras, entrevistas em rádios e Tvs, e das aulas que ministra. Ela também destacou a carência espiritual do ser humano no mundo. "É preciso viver com alegria e contentamento, saber apreciar os momentos bons da vida, algo que está passando despercebido pela humanidade”, lamentou.

Em relação as crianças, Monja Coen advertiu sobre a influência no excesso de informações na vida delas, de pais que ficam refém dos filhos por não saberem educar e dizem que o filho é quem tem problemas. Ela criticou os pais que enchem as crianças de atividades no contra turno escolar com o objetivo de seu filho ser melhor que os outros, quando a criança precisa é de um tempo para brincar e liberar sua energia como criança.

Para finalizar, Monja Coen comentou como é ser mulher budista no Brasil. Ela explicou que os seus superiores todos são homens budistas, mas ela tem uma responsabilidade onde realiza atividades iguais a de todos os monges. Quanto à igualdade, ela salientou que o Brasil ainda está longe de ser um país de equidade.

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