FARROUPILHA
21° MÁX 10° MÍN
 |  Política  |  Impeachment em pauta

Políticos, direto de Brasília, repercutem escândalo envolvendo o Presidente Michel Temer

Prefeito de Farroupilha Claiton Gonçalves e os Deputados Mauro Pereira e Pompeu de Matos participaram do Panorama

Mauro Pereira, Claiton Gonçalves e Pompeu de Matos | Créditos: Divulgação//Arte Spaço FM
Clique no canto direito-topo para ampliar.
Após o novo escândalo político envolvendo o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves, alguns políticos gaúchos se manifestaram sobre o atual momento que o Brasil vive. O deputado federal Pompeo de Mattos (PDT) defendeu a realização de novas eleições diretas e afirmou que o país precisa de um representante a altura para virar essa página. Já o deputado Mauro Pereira (PMDB), que no momento da divulgação da delação dos donos do Grupo JBS na noite desta quarta-feira, dia 17, estava em reunião no Palácio do Planalto, se mostrou surpreso ao saber das notícias. “Fico chateado porque o Brasil estava começando a caminhar e aconteceu isso. Mas quem erra vai ter que pagar pelos erros. Não pode passar a mão na cabeça de ninguém. Se confirmarem os fatos, o presidente tem que renunciar e pagar pelo o que fez”, ressaltou.
O prefeito de Farroupilha Claiton Gonçalves (PDT), que está em Brasília, relatou que logo após as informações terem sido noticiadas, houve bastante presença de manifestantes nas ruas da capital federal. “A nação brasileira iniciou o processo de náusea há algum tempo e, enquanto não vomitar todo o conteúdo desta andança política inadequada, não teremos paz política e o desenvolvimento ideal”, afirmou.
Ainda nesta quinta-feira o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a abertura de inquérito para apurar se o presidente Michel Temer cometeu crime de obstrução à Justiça. A gravação entregue pelos empresários Wesley e Joesley Batista aos procuradores mostram Temer dando aval a um pagamento para comprar o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e do doleiro Lúcio Funaro, conforme a reportagem do jornal "O Globo". O presidente afirmou por meio de nota que jamais solicitou pagamentos, nem participou ou autorizou qualquer movimento para evitar a delação.
Também numa gravação entregue por Joesley Batista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) pede ao empresário R$ 2 milhões para pagar sua defesa na Lava Jato. O ministro Fachin negou o pedido de prisão de Aécio, que acabou sendo afastado do mandato. Na manhã desta quinta-feira foram presos a irmã dele, Andréa Neves, e o primo Frederico Pacheco de Medeiros, que teria sido filmado recebendo os R$ 2 milhões.