O economista e ex-ministro da Fazenda, Maílson Ferreira da Nóbrega, que participou do ‘Almoçando com a Cics’ da última quinta-feira, 26, em entrevista para a Rádio Spaço FM, comentou sobre o momento político e econômico do Brasil e as eleições deste ano. “O Alckmin será o candidato mais competitivo, provavelmente estará no segundo turno com um candidato do PT”, frisou.

Ao longo de sua manifestação, Nóbrega fez uma projeção sobre o pleito de outubro e os nomes que já aparecem no topo das pesquisas. “Eu diria que Bolsonaro é um candidato que está sendo preferido por uma parcela expressiva da sociedade brasileira”, comentou. Mesmo com esse apoio significativo, ele salienta que este nome não seria o indicado para o momento que o país está passando. “O Bolsonaro não teria, ao meu ver, esse atributos para liderar o país de forma bem sucedida”, opinou.

O ex-ministro complementou que da forma com as coligações estão sendo formadas, Bolsonaro ficará com pouco espaço no horário político obrigatório em rádio e TV. “Nós teríamos novamente a repetição da polarização PT-PSDB que tem caracterizado o processo eleitoral brasileiro desde 1994”, destacou.

Ele ainda salientou que a o pleito será um divisor de águas e que o candidato deve trabalhar um plano de governo para ganhar a confiança do eleitor com prioridade para a reforma da previdência. “Conquistar o país para uma agenda de reformas”, explicou.

O economista destacou que a previdência apresentou um déficit de 4% no último ano e que o número é mais que o dobro do que o país investe em infraestrutura. Caso esta principal reforma não seja aprovada, o Brasil ficará impossibilitado de pagar sua dívida de uma forma normal, tendo que aplicar um processo inflacionário para a população.

O ex-ministro também comentou sobre a reforma trabalhista aprovada há oito meses, a qual considera benéfica. Conforme Nóbrega, antes existiam quatro milhões de causas trabalhistas por ano. Para ele outro ponto positivo foi o fim da contribuição sindical obrigatória.

Por fim, Nóbrega, que tem conhecimento sobre a Grendene, expressou sua opinião da empresa e explicou que a profissionalização na gestão da multinacional foi fundamental para que ela continuasse crescendo. “Inovação com produtos encantadores e grande capacidade de formular campanhas de marketing e rede de distribuição que tornam esses produtos acessíveis e desejados pelo consumidor”, pontuou.

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