O vereador Sedinei Catafesta, que é filiado ao Partido Social Democrático (PSD), está sendo acusado de receber R$ 20 mil de propina durante seu mandato de presidente da Câmara de Vereadores de Farroupilha em 2014. Na época Catafesta era filiado ao Partido Republicano da Ordem Social (Prosd) e, conforme o processo, teria recebido o valor em uma licitação fraudada.

A investigação está ocorrendo desde novembro de 2015, quando o Grupo de Atuação de Combate ao Crime (Gaeco) de Piracicaba, interior de São Paulo, instaurou a investigação da prática de crimes na cidade de Limeira, após uma denúncia contra uma empresa de móveis de propriedade de Daniel Palmeira de Lima, que também é réu do processo. Lima é acusado de fraudar licitações de compra de produtos de sua empresa.

A investigação apontou diversas cidades, sendo que em Farroupilha a empresa venceu a licitação para a venda de um arquivo para guardar documentos por tempo indeterminado, no valor de R$ 78.840 mil.

Conforme a análise no Ministério Público, o proprietário da empresa articulou com o vereador e seu assessor Alex Sandro Weirich, uma recompensa para que a empresa fizesse uma especificação que impossibilitaria concorrência na licitação.

Um dos pedidos feito pelo empresário foi a exigência de um produto contra a corrosão e exposição à névoa salina. Ele fez a solicitação ao assessor do vereador, que encaminhou o pedido por e-mail.

Em outra troca de mensagens o assessor passou o número da conta da esposa de Catafesta, Daniela Pegoraro Panegaz, para o repasse de R$ 20 mil. No outro dia Lima enviou o comprovante de depósito. De acordo com o processo, para a comprovação da origem do dinheiro na conta de Daniela houve uma simulação de um contrato de compra de móveis da empresa do casal, Catafesta e Daniela, no mesmo valor repassado na então propina.

Catafesta, que era até a última sexta-feira, 28, o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, irá retornar à Câmara de Vereadores nesta segunda-feira, 1º de julho, no lugar de Raul Herpich, que foi afastado do Legislativo após ser acusado de desviar R$ 1,1 milhão de duas cooperativas habitacionais.

Ainda em 2014 Catafesta devolveu cerca de R$ 1 mil para o Legislativo para evitar um ajuizamento de ação civil. Na época o político usou de forma indevida sua verba de gabinete para a locação de um veículo e realizou uma viagem particular para a praia de Imbé, no litoral gaúcho.

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