A vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Farroupilha (Sintrafar), Suzana Bertuol, comentou sobre o preço mínimo da uva que foi reajustado de R$ 1,08 para R$ 1,10 na variedade Isabel, utilizada na produção de sucos e vinhos. O novo valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro e vai até 31 de dezembro de 2021.

Segundo Suzana, esse aumento não atende as demandas do setor, uma vez que o levantamento do preço de custo era de R$ 1,15. “Esse aumento de dois centavos não reflete em nada, os insumos aumentaram muito mais. Esse reajuste que houve atendeu principalmente os interesses da indústria do vinho, porque se sabe que a pandemia não diminuiu o consumo de vinho, pelo contrário, já está faltando vinho”, explicou.

De acordo com a vice-presidente do sindicato, a variedade Isabel de 15 graus serve como balizador do preço mínimo, quando há um aumento na venda do produto todas as outras variedades também aumentam. Essa situação, conforme Suzana, não auxilia na produção de uva e desmotiva os agricultores.

Ela esclareceu que o agricultor pode buscar maneiras de negociar o preço, mas sempre com atenção voltada para o preço mínimo. “Muitas empresas, muitas vezes oferecem um preço muito acima e depois demoram bastante para pagar, ou até mesmo o agricultor tem dificuldade para cobrar. É importante também vender para empresas sérias que vão cumprir com os seus compromissos”, pontuou.

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