Criada em 1979, em São Paulo, a banda Metrô é uma consequência da anterior "A Gota Suspensa", uma banda de rock progressivo com acordes um pouco inspirados em Pink Floyd, King Crimson, e outros.

Só em 1984 mudaram para uma direção mais influenciada pela cena New Wave, tornando-se um dos grupos mais bem-sucedidos da cena brasileira dos anos 80 e oficialmente sendo chamada de Metrô.

O grupo era composto por cinco colegas franco-brasileiros que estudavam juntos no Liceu Pasteur, colégio francês de São Paulo: a atriz e modelo Virginie Boutaud (vocais), Alec Haiat (guitarra), Yann Laouenan (teclados), Xavier Leblanc (baixo) e Dany Roland (bateria).

Ainda como "A Gota Suspensa"

Em 1983, a fita que gravaram para se candidatarem ao festival interno do colégio, interessou a um produtor independente, e o álbum A Gota Suspensa foi lançado pela gravadora independente "Underground Discos e Artes". O disco não foi um sucesso comercial, porém foi muito bem-recebido pela crítica. "A Gota Suspensa" participou do memorável festival De aguas Claras no início de 1984, no mesmo palco aonde se apresentaram Arhur Moreira Lima, Raul Seixas, Egberto Gismonte, Sá e Guarabira, Clementina de Jesus, João Bosco e outros. Com isso, chamaram a atenção de várias gravadoras, entre elas a Som Livre e a CBS Records. Alec, Dany, Virginie, Yann e Xavier acabaram assinando com a CBS, um contrato para três discos. O som da banda passava por uma metamorfose com as novas influências como Blondie, Rita Lee, The B-52's, Devo, e Kraftwerk. Surgia então um estilo musical mais "acessível"; uma sonoridade mais pop e menos experimental.

A chegada do Metrô

Em 1984, nesta nova fase, A Gota Suspensa trocou seu nome para Metrô. Seu primeiro lançamento com este nome foi o bem-sucedido single "Beat Acelerado", que trazia no Lado B, outro sucesso, "Sândalo de Dândi".

Em 1985 o Metrô lançou pela Epic Records seu álbum, "Olhar", com os hits "Tudo Pode Mudar", "Cenas Obscenas" (que contou com uma participação especial do ex-João Penca e Seus Miquinhos Amestrados, Leo Jaime), "Johnny Love" (incluída na trilha sonora do filme de 1985 Rock Estrela de Lael Rodrigues, no qual o Metrô faria uma participação junto a Leo Jaime) e "Ti Ti Ti" de Rita Lee e Roberto de Carvalho (tema de abertura da novela homônima exibida de 1985 a 1986). O álbum também contou com participações especiais de Guilherme Isnard (do Zero) e da banda Degradée.

O Metrô logo se tornou um dos grupos mais famosos e bem-sucedidos do Brasil, ao lado de Blitz, Legião Urbana, Titãs, RPM, Rádio Táxi, Ultraje a Rigor e Kid Abelha. Chegavam a fazer sete shows em uma semana, em programas como Cassino do Chacrinha, Clube do Bolinha, Programa Raul Gil, Programa Barros de Alencar, Globo de Ouro, Fantástico e Perdidos na Noite.

Apesar de seu imenso sucesso, o grupo acabou se separando por excesso de trabalhos de uma mesma sonoridade, já que parte deles queriam mudar de ritmos. Virginie saiu da banda em 1986 e formou a banda "Virginie & Fruto Proibido". O álbum Crime Perfeito foi lançado em 1988. "Más Companhias", parceria de Virginie com Don Beto, entrou na trilha sonora da novela global Fera Radical.

Mas, com a saída de Virginie, o Metrô não parou e o cantor e músico Pedro Parq assumiu os vocais. Com Parq, o Metrô seguiu uma direção mais vanguardista e experimental. E, assim, em 1987, saiu o segundo álbum do Metrô, A Mão de Mao.

Apesar de uma recepção bastante favorável por parte da crítica, A Mão de Mao foi um fracasso de vendas. A nova direção musical não seduziu seus fãs. O Metrô interrompeu a parceria em 1988.

Virginie pôs de lado a carreira musical após o término de seu projeto Virginie & Fruto Proibido. Em 2003 se casou com o diplomata francês Jean-Michel Manent, tendo com ele duas filhas. Antes de se estabelecer em Toulouse, na França, ela, Manent e suas filhas viveram em lugares como o Uruguai, Namíbia, Moçambique e Madagascar.

O primeiro ato da volta

Em 2001, a retomada do trabalho da banda foi proposta por alguns de seus membros. O caminho escolhido por Dany, Yann e Virginie na época foi o de gravar o álbum "Déjà Vu". Alec decidiu não participar da reunião devido a razões pessoais e seu envolvimento com outros projetos na época, e foi então substituído por André Fonseca. Xavier Leblanc, também participou apenas como um músico convidado na faixa "Achei Bonito" e "Johnny Love". Déjà Vu foi lançado pela gravadora independente Trama em 2002. O álbum tem uma sonoridade ilustrada por ingredientes de música folclórica brasileira, samba, bossa nova, lounge e MPB. Nele, o Metrô contou com a participação especial de inúmeros convidados, como Preta Gil, Jorge Mautner, Nelson Jacobina, Waly Salomão e Lucas Santtana, entre outros.

Em 2004 fizeram uma série de shows no Brasil, na França, Inglaterra, Moçambique e em Portugal. Após esta turnê, os membros do Metrô seguiram novamente outros projetos pessoais.

Nova reunião

Em setembro de 2014, o Metrô foi convidado a se reunir para uma apresentação na comemoração dos 50 anos do Lycée Pasteur. Em 8 de novembro de 2014, fizeram em São Paulo um show em que celebravam igualmente o reencontro dos cinco no palco depois de trinta anos, e o 30º aniversário do álbum Olhar.

Em maio de 2015 o Metrô anunciou uma terceira e definitiva reunião, mais uma vez com sua formação original: seu show de retorno aconteceria na Virada Cultural de São Paulo, mas este teve que ser cancelado devido à morte do marido de Virginie.

A banda se apresentou ao vivo na TV Record agosto de 2015, tocando uma canção inédita, "Dando Voltas no Mundo". Em 2016 a banda se apresentou na Virada Cultural, marcando definitivamente seu retorno. A banda marcou presença também em programas de TV, como no Domingão do Faustão, onde cantaram "Tudo Pode Mudar" e um trecho de "Beat Acelerado". Lá também foi anunciado o relançamento do álbum Olhar em uma edição especial. O álbum duplo comemorativo foi lançado em pré-venda em 22 de julho de 2016.

Dois singles foram lançados desde a volta do Metrô: "Dando voltas no mundo" e "A vida é bela lalaiá". O grupo faz turnês pelo país atualmente.

Discografia

Álbuns
1983: A Gota Suspensa (como A Gota Suspensa)
1985: Olhar
1987: A Mão de Mao
2002: Déjà Vu

Singles
1984: "Beat Acelerado" / "Sândalo de Dândi"
1985: "Cenas Obscenas" / "Johnny Love"
1985: "Ti Ti Ti"
1985: "Tudo Pode Mudar"
1985: "Não Dá pra Parar a Música" (com a Turma do Balão Mágico)
1987: "Gato Preto"
1987: "Lágrimas Imóveis"
2016: "Dando Voltas no mundo"
2016: "A vida é bela lalaiá"

Vídeos

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