A situação do setor calçadista está se agravando em virtude da crise econômica gerada pela pandemia do coronavírus em Farroupilha. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Calçadistas e ex-deputado estadual, Álvaro Boessio (MDB), até o final dos acordos que foram firmados entre a associação e as empresas do setor, cerca de 150 funcionários poderão perder seus empregos no município.

Boessio contou que nos últimos dias cerca de quatro empresas encerraram suas atividades no município e este número não foi maior pois os empresários não têm dinheiro para indenizar seus funcionários.

De acordo com o presidente sindical, uma empresa com cerca de 10 funcionários precisaria de R$ 100 mil para pagar as indenizações e assim permanecer aberta. Na última semana cerca de 30 funcionários perderam seus empregos no setor. Ele explicou que foi importante ter firmado um acordo com a Grendene, que é a maior empresa calçadista do município, por conta da estabilidade que repassou aos seus funcionários reduzindo os salários, a carga horária e mantendo os postos.

Boessio também declarou que após este período de cerca de três meses, as empresas poderão demitir seus funcionários por conta da não retomada da economia. “Ali na frente a gente torce que a coisa volte ao normal”, finalizou.

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