Os setores do comércio e indústria foram os mais prejudicados pela pandemia em Farroupilha no primeiro semestre deste ano. De acordo a Secretaria Desenvolvimento Social e Habitação, a informação é baseada no seguro-desemprego encaminhado pelos trabalhadores.

Segundo dados repassados pela agente administrativa Shirley Barretti, em janeiro, antes da pandemia, foram enviados 832 pedidos de seguro-desemprego e 545 pessoas começaram a receber o benefício. Já em julho, 224 pessoas encaminharam o seguro e 185 passaram a ganhar. A secretaria fechou para o público em fevereiro e retornou em meados de junho e, por isso, não há informações sobre esse intervalo.

Quando o assunto é postos de emprego, no primeiro mês do ano 28 trabalhadores saíram empregados do Sistema Nacional de Emprego (Sine). Em julho houve 285 buscas por trabalho no setor e há 26 vagas para o preenchimento. “Meados de março e o final de abril foram os piores meses”, analisou Shirley.

Conforme o Observatório do Trabalho da Universidade de Caxias do Sul (UCS), o setor que mais abriu em junho, em Farroupilha, foi a agropecuária e o que mais fechou foi a indústria. Além disso, 87 empregos foram encerrados, representando um decréscimo de 0,38%. Ao todo, nos últimos 12 meses foram fechadas 1,1 mil vagas formais.

A performance negativa de junho foi influenciada principalmente pela indústria, que teve redução de 57 empregos formais, seguida pelos serviços, que obtiveram 23 vagas fechadas. A agropecuária foi o único setor que criou empregos formais no município com um posto a mais.

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