Os vinicultores estão preocupados com a solicitação da União Europeia para que o Brasil abra as fronteiras de entrada e comercialização de vinhos e espumantes dos países que a integram com valor menor do que os que são produzidos nacionalmente. Conforme o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores Familiares de Farroupilha (Sintrafar) e vice-presidente do Ibravin, Márcio Ferrari, que está em Brasília para tratar do assunto, não há como aceitar a negociação, pois não seria justo. Ele explica que a parceria só seria possível se os produtos fossem vendidos a partir de um determinado valor para não prejudicar a comercialização de vinhos brasileiros. Hoje cerca de 15 mil famílias do RS vivem da produção de uva e trabalham sem subsídio, enquanto os produtores da Europa recebem dinheiro do governo para produzir. Ferrari comenta que a competição seria muito divergente. 

Após a resolução das questões no Distrito Federal, ele seguirá para São Paulo ainda nesta semana para buscar um fundo de incentivo para comercializar vinho, uva e seus derivados no Brasil.

 

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