O vereador Sandro Trevisan, agora filiado ao PP, comentou sobre os contratos que estão sendo suspensos após Pedro Pedrozo ter assumido a gestão do município de Farroupilha. Os bloqueios que ocorreram são por 30 dias nos pactos firmados pela prefeitura com empresas que prestavam serviços ao município.

Um deles é com a empresa Gigacom, que iria realizar a interligação de equipamentos de telecomunicações através de uma rede de dados exclusiva e operada pela própria administração. De acordo com Trevisan, este serviço iria implantar internet fibra ótica em toda a rede de ensino do município. O valor total do contrato seria mais de R$ 13,4 milhões com parcelas mensais de R$ 115,2 mil.

Outro contrato suspenso foi com a empresa Curvelo e Pasqualini Advogados, que prestava uma assessoria relacionada ao projeto 20-40 com o valor total de R$ 52.118,08. As parcelas mensais tinham o valor de mais de R$ 24,7 mil. A empresa Amanda Alice Fernandes Miguel, que foi contratada para uma assessoria em Brasília para fazer os agendamentos das visitas da administração de Claiton Gonçalves com os políticos da capital era de R$ 5,8 mil, totalizando cerca de R$ 70 mil.

Ainda, a prefeitura tinha uma assessoria jurídica com o escritório Rodrigues & Rodrigues Advocacia e Consultoria com o valor mensal de R$ 16,7 mil. Nestes cinco contratos o valor chega a quase R$ 15 milhões. No caso da Gigacom, o prazo de pagamento e da implementação do serviço é de até quatro anos.

Pedro Pedrozo, assumiu a gestão da prefeitura no último sábado, 16, após o gestor Claiton Gonçalves ser cassado. Ele já havia suspendido alguns contratos no período em que Gonçalves tinha se retirado do cargo por motivos de saúde. O prefeito permaneceu em tratamento e quando voltou para a gestão retomou todos os contratos suspendidos por Pedrozo.

Conforme a atual administração, o departamento jurídico da prefeitura está revisando todos os contratos e em breve deve suspender outros. No caso destes que já estão paralisados, a prefeitura deverá rescindi-los de forma unilateral segundo as determinações da lei.

Além disso, o vereador e novo líder de governo, Fabiano Piccoli (PSB), questionou o motivo desses contratos. Ele esteve no Spaço Rádio Jornal desta quarta-feira, 20, onde abordou o assunto. 

OUÇA O FABIANO PICCOLI 

OUÇA A ENTREVISTA ABAIXO COM SANDRO TREVISAN

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