A Associação de Pais e Amigos do Autista de Farroupilha (Amafa) e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) retornaram com as atividades presenciais em Farroupilha. Os usuários dos serviços recebem atendimentos nos turnos da manhã e da tarde.

Conforme a coordenadora da Amafa, Aline da Rosa, inicialmente retornaram os atendimentos educacionais especializados, fisioterapia e ecoterapia. Ela lamentou que devido ao longo período longe do convívio em equipe, o aprendizado teve um retrocesso e alunos que eram verbais apresentaram dificuldades de se comunicar e outros com dificuldade na motricidade (movimentos automáticos do corpo). "Estamos aqui com toda a equipe para reaver o tempo perdido”, salientou.

Segundo a diretora da Escola de Educação Especial Sol Nascente, da Apae, Natalícia Cronsti Paese, as atividades presenciais serão em apenas três dias da semana e dois no sistema híbrido. Cerca de 70 alunos retornaram às atividades, entre ensino fundamental e Educação de Jovens e Adultos (EJA) para preparação de inclusão no mercado trabalho.

Natalícia destacou que a primeira ação foi a escuta e a acolhida dos alunos para mensurar as dificuldades no aprendizado pelo tempo de afastamento. Ela salientou que apesar dos alunos não comparecerem na escola neste período de pandemia, nenhum deles ficou desassistido e sempre receberam o atendimento necessário dentro do que era possível. As diretoras tanto da Amafa, quanto da Apae, destacaram a participação das famílias, considerando fundamental no processo do aprendizado.

Elas também fizeram um panorama sobre a situação financeira das instituições e salientaram que continuam contando com o apoio da comunidade, o que nunca deixou de acontecer.

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