A promotora de Justiça de Farroupilha, Cláudia Formolo Hendler, participou do programa Fim de Expediente desta segunda-feira, 14, onde comentou sobre o retorno das atividades presenciais das escolas municipais. Para Cláudia existe uma série de fatores que precisam ser debatidos para as instituições reabrirem, sempre com todo o planejamento e os cuidados com a saúde dos profissionais e alunos.

Um dos itens abordados pela promotora foi a questão das mães crecheiras. Cláudia declarou que está cobrando uma fiscalização mais efetiva da prefeitura em relação a este serviço. De acordo com ela, este tipo de atividade precisa ser acompanhada de perto. Ela alertou que estas profissionais podem atender somente seis crianças, devem ter cuidados adequados com a higiene e não ter aglomeração. “De nada adianta deixar as escolas fechadas e permitir aglomeração e cheio de crianças entupidas lá dentro da casa das mães crecheiras”, declarou.

Cláudia também comentou que escolas de contra turno foram proibidas de atender turmas de até cinco alunos, mesmo seguindo uma série de normas, ao contrário das mães crecheiras.
Ela opinou sobre o retorno das aulas presenciais e afirmou que algumas questões prejudicam a retomada, principalmente da rede municipal de ensino. Uma delas é a contratação emergencial de professores, o que dificulta o trabalho por não ter sido projetada anteriormente.

Ela ressaltou que uma opção seria o retorno das aulas presenciais na rede particular para ser utilizado como análise e perceber como a comunidade se comporta em meio a esta nova realidade. A promotora relembrou que este reinício deve ser com poucos alunos em cada sala de aula e seria um termômetro para a retomada da rede municipal e estadual. “A minha opinião particular é que houvesse esta reabertura”, frisou.

OUÇA A ENTREVISTA NO ÁUDIO ABAIXO

Áudios

Leia Também

Deixe o seu comentário!