O secretário de Educação de Farroupilha, professor Vinícius Grazziotin de Cezaro, explicou em entrevista à Spaço FM porque a rede municipal ainda não adotou o expediente de aulas programadas para os alunos realizarem atividades em casa durante o período da suspensão das aulas em virtude do coronavírus.

Essa metodologia está sendo aplicada tanto na rede particular, quanto na rede estadual, mas o secretário não vê efeito prático no aprendizado e muito menos legalidade na ação. "O que a rede estadual tem feito é uma aposta numa legislação que pode vir a ser legalizada”, comentou.

Conforme Grazziotin, isso depende de um entendimento juridicamente legal, pois o Decreto Estadual pede a suspensão da atividades. Para ele, as aulas programadas poderão não ter efeitos para fins de preenchimento da carga horária e coloca em dúvida o aprendizado do aluno e a qualidade do ensino.

O secretário não descarta essa metodologia na rede municipal, mas esclarece que antes disso acontecer, é necessário uma lei que de sustentação jurídica para tal.

O professor esclareceu que a secretaria já está consultando o Departamento Jurídico, a PGM, o Conselho Municipal de Educação, e vem avaliando todos os impactos administrativos, a lei dos servidores, os decretos estadual e municipal que suspendem as aulas, para obter uma resposta com amparo legal. "Nós precisamos ter segurança. Até que ponto os profissionais da educação podem ser convocados para executarem essas tarefas, sendo que a recuperação dessas aulas deverão ocorrer em 100%", questionou.

Confira abaixo a entrevista

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