A Câmara de Vereadores de Farroupilha ficou lotada de professores da rede estadual e policiais militares na sessão desta segunda-feira, 25. Eles prestigiaram o apoio unânime dos parlamentares, que votaram uma moção de repúdio ao pacote do governo Leite que propõe alterações no plano de carreira e previdência da categoria.

Em entrevista à Spaço FM, os professores não pouparam críticas ao pacote e as atitudes do governador Eduardo Leite, que segundo eles, está acabando com o ensino público no estado. "Porque não começa a reforma por cima?”, questionou a professora Deise Borghesan. Para a professora Bárbara Magnos Bresolin a situação é mais difícil pela falta de dinheiro. “É humilhante tu entrar nas lojas e não poder comprar porque o teu salário não está ali”, comentou.

Já a professora Daniela Frana ressaltou que as professoras estão cansadas, se sentido desrespeitadas e humilhadas pela situação financeira que elas se encontram. A professora Lidiana Fontana, com mais de 25 anos de magistério no estado, exaltou sua indignação com o projeto e desabafou, "Ele quer tirar o pouco que a gente tem, nós perdemos praticamente tudo, nós perdemos o medo de fazer greve por sermos humilhadas”, justificou.

Para a professora Samara Ribeiro faltou sensibilidade do governador, “Querem tirar a pouca dignidade que a gente tem”, pontuou. Cleuza Cazarotto, professora do Colégio Estadual São Tiago acredita que por trás desse pacote existe a intenção de acabar com a escola pública e isso é muito grave.

Em Farroupilha muitas escolas da rede estadual já aderiram parcialmente o movimento grevista e a tendência é que ganhe força nos próximos dias, com o objetivo de sensibilizar o governo do estado para que não avance com o projeto que modifica carreiras, revoga benefícios e aumenta a contribuição previdenciária da parte do funcionalismo.

De acordo com o texto do governo, os aposentados que ganham até R$ 5,8 mil (teto do INSS) também deverão passar a contribuir. Se a proposta que prevê alterações no magistério for aprovada, um professor no topo da carreira com mestrado e doutorado não poderá ganhar mais de R$ 3.887,30 de salário básico, além de benefícios com valores nominais.

Confira abaixo na galeria de áudio a manifestação dos professores

 

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