A promotora de Justiça, Cláudia Formolo Hendler comentou sobre a decisão do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (Comdica) de cassar a candidatura da conselheira tutelar Valéria Miranda e da suplente Gisele Sena, e não ter o mesmo procedimento com Ivanor Romagna.

Esses três candidatos tiveram pedidos de cassação pelo Ministério Público (MP) por apresentarem irregularidades durante a eleição do Conselho Tutelar que ocorreu em 6 de outubro deste ano em Farroupilha.

Conforme a promotora, ela irá representar nesta sexta-feira, 13, um recurso administrativo para ser analisado pela plenária do Comdica sobre o caso de Ivanor Romagna que foi absolvido. Segundo a promotora, a comissão do Comdica que analisou os pedidos, acatou que houve, no caso de Romagna, o transporte de eleitores no dia da eleição, o que é proibido, mas entendeu que o número de pessoas transportadas, não influenciaram no número de votos conquistado pelo candidato. "É uma tese que é possível, mas não concordamos”, destacou.

Ela também explicou que os políticos que estão envolvidos nos casos e que tem vínculo ao executivo municipal, apenas foram os pivôs dos processos das duas candidatas cassadas, mas a punição cabe somente à elas e não a eles.

Cláudia ressaltou ainda que o que poderia ser feito contra esses políticos seria uma investigação por terem utilizado a máquina pública com veículos e funcionários e o uso do poder. Mas esse processo entra em outra esfera, que nesse caso seria analisado por outro promotor.

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