A 1ª Semana do Ministério Público de Farroupilha ocorreu entre os dias 15 e 17 de maio. O promotor de Justiça Ronaldo Lara Resende foi o idealizador da iniciativa. Ele considera que o evento cumpriu com o objetivo de mostrar para a população uma outra forma do que é apresentado principalmente dentro de cursos de ensino superior.

Em contato com o público, o promotor ressaltou que as pessoas ficaram satisfeitas e os temas apresentados pelos palestrantes foram esclarecedores, além disso ele agradeceu as instituições de ensino que participaram do encontro. “Parabenizo a UCS, agradeço aos professores da outra faculdade Cnec, que liberaram seus alunos para virem assistir, porque o ambiente acadêmico, ele deveria ser justamente um ambiente no qual as ideias convergentes deveriam aflorar, só que infelizmente de uma maneira quase geral, exceto raríssimas exceções, foram criados espaços de segurança onde não se admite um contraditório”, destacou.

Resende frisou que a maioria dos professores e universidades não deixam os alunos fazerem questionamentos ou contradições do que é apresentado em sala de aula. “Porque o ambiente acadêmico hoje no Brasil ele funciona da seguinte maneira: existe uma linha de pensamento a ser traçada, quem pensa de forma diferente mal pode abrir a boca dentro da sala de aula, e não se pode permitir pessoas que vão até determinada faculdade, universidade para mostrar o outro lado da moeda, uma outra interpretação que se faz, outros fatos que são sonegados, porque isso vai gerar muito o que os professores não querem, um aluno pensante, um aluno questionador, e um aluno que simplesmente deixa de ser um repetidor do que ele ouve dentro de sala de aula para poder pensar por si próprio”, enfatizou.

O idealizador do evento explicou que esse encontro foi positivo para que as pessoas aumentem os seus questionamentos em tudo o que fazem nas suas vidas. “A partir do momento que você consegue de uma certa forma mostrar um outro lado da moeda, que não existe moeda de um lado só, você desperta a curiosidade e planta na cabeça desta pessoa, seja ela acadêmica ou não, a necessidade de questionar tudo que você ouve”, pontuou.

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