A prefeitura de Farroupilha já licitou e irá implementar um novo sistema de gestão da saúde que terá um investimento de R$ 5,7 milhões. Recentemente, o chefe de Gabinete, Vandré Fardin, o secretário de Planejamento, Gabriel Tavares, o diretor de Compras do município, Bruno Varisco, o presidente e o vice-presidente do Observatório Social, Carlos Alberto Paese e Maurício Bianchi, respectivamente, debateram sobre o assunto.

Bianchi explicou que o atual contrato com a empresa que presta serviço para a prefeitura encerra neste ano e o custo atual deste software para Farroupilha é de R$ 23,5 mil mensais. O vice-presidente comentou que o Observatório Social fez um comparativo com município do estado que trabalham com este tipo de programa para gerenciar os atendimentos de saúde.

Para a instituição o valor definido na licitação é muito maior que em outros municípios mesmo que a atual administração apresente uma série de benefícios que irão auxiliar no atendimento aos pacientes, e conforme o prefeito, Claiton Gonçalves, isso irá fazer com que Farroupilha economize.

De acordo com Bianchi, municípios como Canoas, Carlos Barbosa, Bento Gonçalves e Caxias do Sul tem um custo per capita por habitante menor de R$ 0,50 mensais. Atualmente no contrato que Farroupilha assinou em 2016 com a empresa MV Sistemas, o valor mensal pago pela prefeitura é de R$ 23,5 mil, que dividido pelo número de moradores fica em R$ 0,32. Neste novo modelo a cifra aumenta 784%, passando para R$ 2,72 por habitante. “O que eu vejo é uma disparidade muito grande com o que existe nos outros municípios e o que existe hoje em Farroupilha”, destacou.

O secretário de Planejamento, Gabriel Tavares não concorda com este posicionamento, explicando que o aumento real considerando a inflação e os 37 pontos de função do novo sistema chega apenas a 2%. “O valor per capita não é relevante”, frisou.

Tavares também explicou que o novo sistema terá um controle total da saúde de cada família cadastrada, prontuários médicos, marcação de consultas por aplicativo, aviso para os pacientes tomarem seus remédios, controle de estoque nos postos de saúde, controle de vacinação, reconhecimento facial, biometria, recurso de voz, e que todos os itens deste novo sistema chegam a quase 40, ao contrário do atual que tem apenas cinco.

Além do valor para aquisição a prefeitura terá um valor mensal para a manutenção e atualização do software que será de R$ 196 mil. “A gente quer que ele seja instalado o mais rápido possível”, ressaltou Tavares.

Para o Observatório, outro município que se deve levar em consideração é Garibaldi que utiliza um programa do E-SUS que não gerou custo algum para a população. No mesmo município, o Hospital São Pedro contratou o serviço da empresa Philips, que dispõe de um software que gerencia os atendimentos da instituição. Neste modelo o hospital investiu R$ 500 mil e paga mensalmente para a manutenção R$ 5 mil. “Isso tem que ser amplamente debatido na comunidade”, pontuou.

Os integrantes da administração contaram que o município será modelo para este sistema que está em funcionamento apenas no exército e na saúde indígena de Cuiabá.

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