O Fisioterapeuta Carlos Bach, passou a mobilizar, através do Facebook, pessoas para tentar derrubar a inclusão da Identidade de Gênero no Plano Municipal de Educação. Bach afirma ser uma clara tentativa de pôr uma ideologia, defendendo que a escola deve apenas ensinar as matérias técnicas, já que ao propor questões morais está afrontando a família. O fisioterapeuta crê que incluir questões de “identidades sexuais questionadoras da heteronormatividade” é “questionar se é certo menino ser menino”. Bach se defendeu da possibilidade de ser tachado como homofóbico, explicando respeitar as diferenças, mas não aceita ser proposto dúvidas sobre gênero nas crianças. Bach cobrou o estado ser laico, afirmando que este impor moral é totalitarismo. E já conversou com vereadores, que não concordam com o projeto, mesmo tendo sido aprovado, sem leitura.

Sancionado no início de junho, o Plano Municipal de Educação de Farroupilha traz 285 estratégias a serem implantadas em até dez anos. Onze delas, tratam da polêmica Identidade de Gênero, que vem causando receio nas famílias. Segundo a presidente do Conselho Municipal de Educação, Deise Noro, a Identidade de Gênero aponta formas de combater a evasão escolar por motivos de discriminação. As estratégias tratam da orientação sexual das crianças e, ainda de acordo com Deise, tem por objetivo respeitar todo o tipo de diversidade. O presidente da Comissão de Educação da Câmara de Vereadores, Dedé Matos explica a passagem do projeto pelo legislativo: “Plano foi elaborado da melhor forma, e busca proteger as diversidades”. O plano foi elaborado em dez meses e ouviu todas as entidades envolvidas com o assunto em Farroupilha. Dedé não vê problemas nas metas. Para ele, a Identidade de Gênero busca proteger as diversidades. 



 

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