Sem se identificar, a mestre de obras que trabalhou na construção da creche no bairro Belvedere denunciou abusos da empreiteira responsável, e avisa que o esqueleto da estrutura não tem mais condição de uso. A mulher relatou que a construtora, após vencer a licitação, contratou uma empresa que seria responsável pela mão de obra, esta contratou vários funcionários. No decorrer da construção, a prefeitura fez o repasse de R$ 400 mil, metade do valor da obra. Segundo a entrevistada, o dinheiro seria suficiente para pagar o levantamento das paredes, cobertura dos telhados, construção de muros e partes hidráulicas e elétricas, apenas a primeira foi realizada. A empreiteira, porém, teria pedido um reajuste da outra metade do valor. A partir daí a empresa demitiu os funcionários e a obra ficou paralisada.

A mestre de obras explicou os funcionários não receberam, nem foi realizado o acerto do valor. A baixa em sua carteira foi dada pelo juiz do trabalho de Farroupilha. A mesma situação teria ocorrido na creche do Monte Pasqual, em construções de Carlos Barbosa, Garibaldi e em Nova Santa Rita, relatou a mulher. A situação da creche no bairro Belvedere fica mais complicada a partir do momento em que o esqueleto da estrutura já foi danificada por condições climáticas. “Tu pode jogar tudo fora, é um material que ‘já era’, tu não tem mais o que fazer, devido as intempéries, sol chuva. Isso é simplesmente: Desmanchar e fazer tudo de novo”, explica a mestre de obras.

O vereador Vinicius de Cézaro confirmou que a empresa pediu um reequilíbrio financeiro, mas o governo federal também estaria tendo dificuldade em fazer o repasse. Uma análise técnica também será feita para ver se a estrutura terá de ser refeita. Verbas do município ainda não teriam sido colocadas, apenas terraplanagem e outros pequenos serviços, explicou. Já o vereador Juvelino de Bortoli criticou a paralisação das obras, creditando o abandono ao descaso da administração municipal. 
 

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