O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação da Água do RS (Sindiágua), Arilson Wünsch, comentou sobre o anúncio do governador Eduardo Leite, oficializando a intenção em abrir capital e vender o controle acionário da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).

Wünsch ressaltou que o governador se comprometeu a não privatizar a estatal e agora, com pretensões eleitorais nacionais, busca lucrar com o mercado financeiro entregando os bens de nosso estado.

Em entrevista à Spaço FM nesta sexta-feira, 19, ele comentou sobre o impacto que isso terá na vida da população mais carente e o que isso irá representará na vida dos gaúchos.

Em nota emitida nesta sexta-feira, o sindicato manifestou contrariedade à intenção do governador e repudiou a decisão.

Atualmente a Corsan é responsável pelo abastecimento de água e coleta e tratamento de esgotos em 317 municípios gaúchos.

CONFIRA A NOTA ABAIXO

NOTA DE REPÚDIO À PRIVATIZAÇÃO DA CORSAN
19 de março de 2021   0 comentário
As entidades signatárias, representativas de todos os setores e todos os trabalhadores e trabalhadoras da CORSAN, vêm a público expressar seu repúdio à proposta de privatizar a Companhia. Em primeiro lugar, lembramos aos gaúchos que o Sr. Governador, para eleger-se, comprometeu-se a não privatizar a CORSAN e agora, com pretensões eleitorais nacionais, busca cacifar-se com o mercado financeiro entregando os bens de nosso estado. No Rio Grande, não se rompe a palavra empenhada. Muito menos em benefício próprio.
A CORSAN é uma empresa eficiente e lucrativa. Só nos últimos 4 anos, deixou mais de 1,2 bilhões de lucro nos cofres do Estado. E a CORSAN tem experiência, capacidade e corpo técnico e funcional preparado para cumprir e atingir todas as metas do saneamento básico no Brasil.
Só falta vontade política do governo do Estado. Causa muito estranheza, também, que se busque entregar água e saneamento à inciativa privada em plena pandemia do coronavírus. O Governo anunciou seu intento de ter a empresa vendida até outubro deste ano, quando a pandemia ainda estará longe de ser superada, o que apenas agrega mais sofrimento e prejuízos a nosso povo, já que usualmente as empresas privatizadas aumentam as tarifas de forma expressiva.
Os trabalhadores e trabalhadoras da CORSAN são qualificados e treinados, prestando um serviço de alta qualidade há mais de 55 anos. Serão jogados na rua, engrossando os milhões de desempregados do Brasil, para que os novos donos privados possam substituí-los por mão de obra mais barata. Isto não é mera suposição, é o que o Governo do Estado está fazendo no processo de venda da CEEE.
Os principais prejudicados, porém, serão os pequenos municípios e as populações mais pobres, onde os investimentos públicos tratam e resolvem os problemas, já que por natureza não são rentáveis e uma empresa privada, naturalmente, privilegiará áreas e setores que lhe gerem lucros. A água é um bem público. O saneamento básico é o fundamento essencial da saúde.
Deixar a água que consumimos e o fundamento de nossa saúde em mãos privadas, para gerar lucros a acionistas e não bem-estar à população é um crime de lesa-humanidade. As entidades signatárias envidarão todos os esforços, políticos e jurídicos, para evitar a privatização da CORSAN. Nosso compromisso é com o povo do Rio Grande do Sul, sua saúde e seu bem-estar.
SINDIÁGUA/RS
SINTEC
SENGE
SINDICATO DOS ADMINISTRADORES
SINDICATO DOS JORNALISTAS
AAFCORSAN
ASCORSAN
AGERCO
ASTECOR
ASTEC
AEC

Confira abaixo a entrevista com Arilson Wünsch

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