O presidente da Associação Farroupilhense de Proteção ao Ambiente Natural (Afapan), José Pancotto, e o ex-presidente do Conselho Municipal de Meio Ambiente e engenheiro ambiental, Gustavo Bartelle, comentaram sobre a estiagem que o município está enfrentando. Para eles a falta de planejamento histórico está gerando este problema de falta de água.

Pancotto relembrou que quando a Barragem do Burati foi criada, o local iria abastecer Farroupilha por 50 anos. Segundo o presidente, há cerca de 30 anos que a represa foi inaugurada e o município já enfrenta problemas. Ele salientou que a barragem sofre com o assoreamento, que é o acúmulo de sedimentos como terra, areia, argila e outros detritos no fundo da represa e o trabalho de retirada seria inviável.

De acordo com ele, seriam cerca de nove milhões de metros cúbicos que teriam que ser retirados da barragem. Outro estudo seria o levantamento da contenção da represa para que o acúmulo seja maior. Pancotto explicou que até o momento a ideia mais plausível é o bombeamento de uma barragem de Bento Gonçalves para o Burati. “Eu acho que o poder público tem que assumir pra si esta responsabilidade”, frisou.

Para Bartelle, um dos pontos que precisaria ser levado em conta seria o tratamento do esgoto ou até mesmo o não despejo dele diretamente nas represas. Conforme o engenheiro, esta situação acontece na barragem da Julietta há muito tempo. Ele afirmou que este outro reservatório pode ser despoluído se a administração pública pensar em um projeto para que o esgoto seja tratado. Desta forma, com esta diminuição de dejetos nas barragens, o custo para tratamento diminui e consequentemente a água rejeitada após o tratamento é menor.

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