O presidente da Sociedade Médica de Farroupilha (Farmed), Felipe Hertz, foi entrevistado durante o Fim de Expediente desta quarta-feira, 11, onde comentou sobre temas ligados às ações da administração voltadas a área da saúde.

O presidente questionou a frase muitas vezes citada pelos governantes, de que tudo que é feito é para salvar vidas. "É uma frase que ficou subutilizada, pois usam de forma espúria”, destacou.

O médico comentou sobre os terrenos que a administração adquiriu com o objetivo de construir um hospital para atendimento de pessoas portadoras de câncer, mas ressaltou que apesar do prefeito Claiton Gonçalves declarar que isso foi uma reivindicação dos prefeitos da região, nenhuma ata da reunião foi apresentada e muito menos os órgãos e entidades ligadas à saúde tiveram conhecimento ou sequer foram ouvidas sobre o assunto.

Conforme Hertz, para construir um hospital com essa referência é necessário planejamento, local adequado e autorização do Ministério da Saúde, algo que não condiz com a realidade. "Eu já estou cansado de ouvir pantominas que nunca se realizam”, exaltou.

Ele criticou a instalação do Centro de Especialidades em Saúde (CES), que foi transferido do centro da cidade para o bairro Centenário, ficando distante para atendimento da população e que agora deverá retornar para a área central, resultando em gasto do dinheiro público.

Sobre a aquisição de uma nova plataforma para gerenciar a saúde no município, o presidente alertou que o atual sistema foi adquirido por essa administração em 2016, e questionou porque foi comprado se não funciona.

Para ele, a ideia do prefeito em trazer ao Fim de Expediente o vencedor da licitação para esclarecer sobre a venda do software e seus benefícios ajudou a clarear muitas dúvidas que as pessoas tinham em relação a nova plataforma, por tantas coisas erradas que foram ditas sobre o aplicativo.

O médico ressaltou o apontamento do Tribunal de Contas, que numa análise mais criteriosa, encontrou uma série de erros, destacando suspeita de direcionamento, valor excessivo e a suspeita de que as empresas que participaram do processo licitatório como parâmetro são inexistentes.

Em relação a intervenção da administração municipal no Hospital Beneficente São Carlos em 2014, o presidente da Farmed esclareceu que um grupo de cerca de 40 médicos ainda não recebeu pelos serviços prestados, o que em valores está na casa dos R$ 3 milhões e em números não atualizados.

Ele relembrou que o atual prefeito em exercício, Pedro Pedrozo chancelou a intervenção do hospital e fez um pedido para que coloque a mão na consciência e pague pelo estrago que foi cometido na época, já que comentam que a prefeitura está com superávit.

Hertz esclareceu que o hospital continua com dificuldades financeiras e necessita de aporte da administração, e relembrou que ainda existem empresas e profissionais da área médica que não receberam e nem por isso fizeram piquete na frente do hospital.

Para o presidente da Farmed, chegou a hora da administração municipal pagar a conta.

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