O vereador de Caxias do Sul, Maurício Marcon (Novo) reafirmou em entrevista à Spaço FM nesta terça-feira, 27, que as contribuições cobradas dos trabalhadores metalúrgicos impostas pelo Sindicato dos Metalúrgicos é ilegal.

Ele relatou que já se reuniu com o Ministério Público do Trabalho (MPT), onde foram repassadas as informações de que em janeiro o sindicato já havia feito uma cobrança irregular, denominada contribuição confederativa, de cerca de 50 mil trabalhadores.

Conforme Marcon, o MPT encaminhou um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) ao sindicato, de que a cobrança dessa contribuição era irregular e que passados seis meses, durante a convenção da categoria, o sindicato colocou então mais duas taxa, sendo elas assistencial e negocial. O vereador entende que isso é ilegal e que os trabalhadores não podem ficar reféns do sindicato.

O parlamentar salientou que a orientação do Ministério Público é de que os trabalhadores protocolem denúncias contra o sindicato. O vereador ressaltou que os trabalhadores que tiverem dificuldades em efetuarem essas denúncias, poderão utilizar seu gabinete na Câmara de Vereadores de Caxias do Sul, pelo WhatsApp (54) 9 9242-7949, onde serão orientados sobre isso.

Ele comentou que mais de 500 trabalhadores já relataram à assessoria de seu gabinete que o sindicato não responde os e-mails encaminhados por eles, onde solicitam respostas de diversos problemas, principalmente sobre essas cobranças irregulares.

Marcon salientou que essa cobrança ocorrerá nos vencimentos de setembro, onde os trabalhadores terão 10% de seus salários reduzidos e a partir de 2022 pagarão 12 parcelas de R$ 12 ao sindicato. “O dinheiro do trabalhador tem que ficar com o trabalhador e não para o sindicato que ele não quer contribuir”, destacou.

Outro ponto observado pelo vereador é que as empresas também serão prejudicadas e ficam refém dos dois lados. “Se as empresas não descontarem as contribuições, o sindicato buscará os valores judicialmente e, se descontarem dos colaboradores, os trabalhadores também terão o mesmo direto de reaver os recursos”, concluiu.

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