O vice-presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (Fcdl), do Rio Grande do Sul, Fernando Palaoro, afirmou que o presidente da entidade, Vitor Augusto Koch, denunciado por ilegalidades, tentou chamar a polícia para tirá-lo do prédio da Fcdl.

O vice-presidente destacou que após ter feito a denúncia dos desvios de Koch, em 2017, o clima ficou muito pesado. “Eu entendo que o Vitor causou um encantamento nas pessoas por 10 anos. Ele tentou me destituir da vice-presidência, através de um artigo de um estatuto de uma outra entidade, ele não conseguiu e eu permaneço participando de todas as reuniões mensais”, contou.

Palaoro salientou que os diretores da entidade não acreditaram nele, quando contou os desvios que Koch estava fazendo. “Eu não tinha como compactuar com isso”, comentou.

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Uma investigação da Polícia Civil apontou que o presidente da Fcdl, Vitor Augusto Koch, sua esposa, Carla Elisa Koch, o empresário Pedro Ênio Schneider e os funcionários da Fcdl Leonardo Neira e Raquel Garcia Nick Fraga, participaram de um esquema, no qual desviaram dinheiro da entidade por 13 anos. Os desvio podem chegar R$ 10 milhões.

Confira na íntegra a nota da Fcdl sobre o caso 

A Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul – FCDL-RS, em razão dos fatos noticiados nesta manhã, em especial da operação da Polícia Civil deflagrada em relação à entidade e seu presidente, vêm a público prestar os seguintes esclarecimentos:

 1º) As denúncias que ensejaram a operação policial ocorrida nesta data tem forte cunho político, conforme atestam as diversas atas de reuniões no âmbito interno da entidade, da sua diretoria, do Conselho Fiscal e assembleias, assim como ações judiciais ajuizadas e ocorrência policial registrada pelo presidente da Federação denunciando tentativa de extorsão, praticada por um dos denunciantes, diretor da entidade.

 2º) A Federação informa também que não há nenhuma irregularidade ou quaisquer desvios de recursos no âmbito da Entidade, cujas contas foram aprovadas sem ressalvas pelo Conselho Fiscal, pela auditoria independente, pela contabilidade e pelas assembleias, das quais participaram os próprios denunciantes.

 3º) A situação em que se vê envolvida a FCDL-RS decorre de um embate político instaurado por aqueles que perderam o último pleito eleitoral, aliados a membros opositores da atual diretoria.

 4º)A FCDL-RS está em contato com as autoridades para tomar conhecimento dos fatos e do teor do inquérito policial para que possa prestar maiores esclarecimentos ao Movimento Lojista e para a sociedade gaúcha.

 5º)A Entidade se coloca à inteira disposição da Polícia Civil, do Ministério Público, do Poder Judiciário, bem como de seus associados, para prestar todos os esclarecimentos que se fizerem necessários.

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