O Spaço Livre deste sábado, 23, apresentado pelo jornalista Jerônimo Filho, recebeu como convidadas a psicanalista Rita Rosa Baretta e a psicóloga Verônica Sinhor. Durante o programa elas comentaram sobre as dificuldades e os aprendizados do isolamento social, a responsabilidade, os cuidados e o que a pandemia está nos ensinando.

Segundo Rita, a situação provocou angústias e ao longo do tempo as pessoas foram cansando das restrições, mas a vacina criou uma expectativa. Além disso, ela destacou que ainda é preciso ter atitudes de respeito ao outro, praticando todas as medidas de prevenção ao coronavírus. Verônica complementou que a conscientização tem que seguir independente das dosagens das vacinas. A imunização já é um certo alívio para a população.

A psicóloga vê que 2021 já inicia com uma sensação de esperança e otimismo. "Todos nós fomos atravessados pelo vírus. A pandemia atravessou todo o mundo, literalmente, e nenhuma pessoa ficou de fora disso. Nenhuma pessoa teve que deixar as coisas como eram, teve que se adaptar. A pandemia também trouxe uma possibilidade de colocar as pessoas, a humanidade lado a lado. Ninguém acima de ninguém. Todos nós contra o vírus. Então isso também trouxe uma possibilidade de reinveção das pessoas que também fez que a gente aprendesse que aquilo que a gente via como habitual, aquilo que era programado era uma falsa ilusão. A gente não tem controle sobre o futuro e, ao mesmo tempo, a gente achava que as coisas tinham que ser de uma determinada forma, como os costumes, e a gente viu que bom, dá para viver sem certos costumes, sem certas tradições, e isso também possibilitou a gente se reinventar", opinou Verônica. Rita ainda salientou que nós nos damos conta que somos iguais e seres humanos que passamos pelas mesmas experiências.

Outra questão bastante falada é sobre a ansiedade. Conforme as especialistas, é necessário buscar recursos internos para poder calmar, além da ajuda profissional e terapia em alguns casos. A piscanalista afirmou que muita gente está com sofrimento intenso e muitas vezes em silêncio e buscar ajuda exige coragem, não é uma fraqueza. O isolamento trouxe a tona diversos problemas que já estavam ali em relação à saúde mental. A psicóloga frisou que a pandemia intensificou aquilo que já não ia bem, como angústias, ansiedades, terrores, situações graves.

Verônica ainda explicou que muitas pessoas têm a crença de que tudo voltará ao normal, mas, segundo ela, as coisas seguirão de formas diferentes a partir de agora. "Não tem como as coisas voltarem a ser como antes", ressaltou.  

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