O corpo da menina Naiara Soares Gomes, de sete anos, que havia desaparecido no dia 9 de março foi sepultado na tarde desta quinta-feira, 22, no Cemitério Público Municipal de Caxias do Sul. Ela foi estuprada e morta no mesmo dia em que foi raptada quando ia para a escola no bairro São Caetano. A Polícia Civil da cidade com apoio de agentes de Porto Alegre elucidaram o caso por meio de uma investigação complexa, a qual tinha como a principal pista um carro branco que aparecia em imagens de câmeras de segurança. Eles chegaram até o suspeito, que não teve o nome divulgado, na tarde desta quarta-feira, 21. O homem, que trabalhava em uma metalúrgica, foi preso em sua casa localizada no bairro Serrano, onde morava com a esposa. Ao ser detido, ele levou os policiais até a represa do Faxinal e o corpo da criança foi encontrado, além da mochila e das botinhas.

O depoimento oficial do suspeito durou cerca de quatro horas e teve riqueza de detalhes. Ele também é o responsável por outro caso de estupro ocorrido em outubro do ano passado. Neste caso ele também raptou uma menina de oito anos que ia para a escola, a estuprou e a largou na zona da sul da cidade. O homem passou a noite em uma cela individual na Penitenciária Industrial de Caxias do Sul (Pics), mas pela manhã foi transferido à região metropolitana em função da revolta popular. Durante a madrugada a casa de madeira onde morava e aconteceu o estupro quase foi incendiada, mas moradores das proximidades controlaram as chamas com medo que, se houvesse fogo, poderia se alastrar para as residências próximas.

O velório de Naiara teve a igreja lotada e foi marcado por protestos. Os manifestantes pediram justiça e mais segurança.

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