Após depredações em capitéis na região serem relatados por ouvintes, neste final de semana, alguns membros da comunidade católica lamentara o ocorrido e condenaram os atos. No Panorama desta terça-feira, Margarete Biasoli, moradora da Linha Jacinto, afirma que os ataques mexem além da devoção, ferindo também a história das comunidades que levantam as capelas. Margarete contou sobre a fé das pessoas na devoção dessas imagens, contando o caso dos fiéis que buscaram as imagens a pé no passado, além do trabalho de construção e cuidados com os capitéis.

Moradora do bairro São Roque, a devota Jurema Tosin, definiu os ataques como maldade, garantindo que as estruturas e as imagens podem ser arranjadas de novo, e os responsáveis irão “receber de volta o que fizeram”. A devota ainda acredita que o caso não tem a ver com outras religiões, “quem fez é da religião católica, porque quando eles não conseguem (algo), eles acham que os santos têm culpa”.

O padre Paulo Roque Gasparetto também lamenta os ataques, e lembrou a necessidade de ser resgatados ensinamentos dos valores nas escolas, dando o exemplo que, no Natal, a figura do Papai Noel passou a ser cultuada ao invés de Jesus Cristo. Nesta terça-feira a Diocese de Caxias do Sul divulgou uma nota de repúdio pela destruição dos capitéis. “Estes atos manifestam uma intolerância religiosa, e ferem a história de devoção das famílias e comunidades que zelam por estes locais de oração”, explica a nota.

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