O delegado da Polícia Civil, Éderson Bilhan, em entrevista durante o Fim de Expediente desta quarta-feira, 21, alertou mais uma vez sobre os dois principais golpes em que os farroupilhenses estão caindo diariamente. Conforme Bilhan, a população precisa estar atenta para qualquer tipo de contato com pessoas que se passam por terceiros para cometerem estes crimes.

Ele explicou que todos os dias são registradas ocorrências como a do bilhete premiado, o dos ‘nudes’, além do aviso de cartões clonados, compras por cartão de crédito onde os criminosos afirmam que o cartão da vítima foi utilizado na compra de produtos com um valor muito elevado, entre outros.

Bilhan contou sobre uma das formas em que os criminosos atuam no crime dos ‘nudes’. Normalmente o alvo são homens de meia idade em que uma suposta jovem mulher, através de mensagem de WhatsApp ou outra rede social, iniciam uma conversar que ao poucos se aprofunda e os criminosos enviam fotos dela nua. Com o passar da conversa a vítima acaba retribuindo com fotos nuas e repassa dados pessoais. Neste momento entram outros personagens no crime, como um delegado, ou policial e até o pai da suposta menina. Todos exigindo dinheiro para que os dados como fotos intimas do homem, que está sendo vítima, não sejam divulgadas em redes sociais, ou até mesmo afirmando que a suposta mulher é menor de idade, assim a vítima poderia fazer um pagamento para que este suposto crime sexual não pare na polícia.

O delegado também enfatizou outro formato em que os criminosos ligam para as pessoas afirmando que seu cartão de crédito foi utilizado para uma compra em uma determinada loja onde foi gasto um valor muito elevado. Neste momento, normalmente a vítima se apavora e afirma que não fez a compra. Bilhan destacou que os criminosos se passam por funcionários de instituições financeiras, são muito comunicativos e fazem a vítima acreditar que ela precisa repassar informações pessoais como senhas de cartões de crédito, nome completo e endereço para que a compra não seja efetivada.

Eles, o criminosos, também podem combinar de recolher o suposto cartão clonado e após utilizam para compras em benefício dos estelionatários. Segundo o delegado, nenhum banco ou instituição financeira utiliza estes meios ou estes moldes para informar sobre compras ou cartões clonados. O delegado salientou que as pessoas não devem, em hipótese nenhuma, entregar seus cartões de crédito para ninguém, ou acessar links pelo celular ou redes sociais para que estes valores não sejam debitados em suas contas.

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