A Brigada Militar realizou nos dias 15 e 16 de outubro em Porto Alegre na Pontifícia Universidade Católica (PUC) o 3º Seminário das Patrulhas Maria da Penha. O evento contou com a participação cerca de 400 agentes que atuam em inúmeras patrulhas em todo o estado.

Eles puderam acompanhar palestras e atividades durante os dois dias de evento. Nesta quarta-feira, 16, um dos painéis foi apresentado pela cearense Maria da Penha Maia Fernandes, que em 1983 ficou paraplégica após sofrer duas tentativas de homicídio pelo próprio marido. Para Maria da Penha é preciso educar as crianças para que identifiquem comportamentos inadequados em casa e não os reproduzam.

O programa criado em 2012 busca romper o ciclo de violência contra a mulher e neste ano 18 municípios iniciaram o patrulhamento e agora o estado com 40 equipes. A iniciativa já cadastrou 79.370 vítimas, realizou mais de duas mil palestras, 107 mil visitas e efetuou 923 prisões relacionadas a descumprimento de medidas protetivas.

A coordenadora estadual das Patrulhas Maria da Penha, major Karine Soares Brum explicou que mesmo com o trabalho atuante das equipes as vítimas não procuram ajuda. Durante o encontro também foram discutidos temas com a saúde mental da mulher e algumas das principais políticas públicas implementadas recentemente no Brasil.

Um exemplo é o Questionário de Avaliação de Risco, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2018 e oficializado em junho de 2019 no Rio Grande do Sul. Com isso as vítimas respondem 20 perguntas que servem para auxiliar promotores e juízes na avaliação do grau de risco a que elas estão passando quando procuram a Polícia Civil.

Este envolvimento já está sendo percebido nos indicadores de criminalidade. No período de janeiro a setembro deste ano foram 73 feminicídios e em comparativo com o ano anterior o número foi de 85 registros, uma queda de 14,1%.

No 36º Batallhão de Polícia Militar (BPM) a patrulha foi criada há um ano e é coordenada pelo major Juliano Amaral e composta pelos soldados Cristiane Gugel, Tiago da Silva Santos e Leandro de Morais Silveira que acompanharam as atividades do encontro na capital.

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