A vereadora de Farroupilha, Glória Menegotto (Rede), participou do programa Fim de Expediente desta quarta-feira, 19, e comentou sobre as medidas que estão sendo tomadas pela administração do prefeito Claiton Gonçalves, após o pedido de impeachment acolhido pelo Legislativo.

Glória comentou que faz parte do governo deste a primeira eleição que elegeu Claiton Gonçalves como prefeito em 2012. Ela relembrou que foi gestora das pastas de Desenvolvimento Social e Habitação e a de Saúde, e agora como vereadora tem o dever de apoiar a administração. De acordo com Glória, o empresário Glacir Gomes, que protocolou o pedido de impedimento, tem todo o direito de exercer seu papel de cidadão. “Eu também tenho o direito de defender um projeto que eu estou inserida”, exaltou.

Segundo a vereadora, existem alguns pontos nas leis que precisam ser acompanhados pela população e pelos que estão a frente da elaboração do relatório que irá ser encaminhado ao plenário onde os camaristas irão analisar pela cassação ou não do gestor. Glória afirmou que a Lei Federal que trata da aquisição de terrenos por órgãos públicos é maior que a Lei Orgânica do município, não havendo irregularidades. Em recente entrevista para a Rádio Spaço FM, o presidente da OAB subseção de Farroupilha, Maurício Bianchi, afirmou que isto não ocorre com os fatos que estão sendo levantados no pedido de impeachment. “Tem outros advogados, tem outro entendimento”, ressaltou.

Em outra manifestação da vereadora, Glória afirmou que orientou o prefeito a desfazer o negócio mesmo que a compra tenha sido realizada da forma correta. Durante sua participação no Fim de Expediente, ela comentou que o prefeito não informou para a câmara sobre as compras. “A gente ficou sabendo depois”, contou. Glória ainda explicou que o Legislativo rubricou um documento com o valor de R$ 10 mil que seriam destinados para a aquisição de terrenos para a saúde. Ela salientou que todos sabem que não existem lotes por este valor, e que um decreto suplementar foi feito para que o negócio fosse fechado.

O valor dos quatro terrenos que foram adquiridos pela prefeitura com o objetivo da construção do Hospital do Amor foi de R$ 1,45 milhão. “Foi comprado o terreno, foi entregue o terreno, o terreno está registrado no nome do município”, enfatizou.

Na tarde desta quarta-feira, 19, a prefeitura emitiu uma nota de esclarecimento explicando que entrou com um processo administrativo para cancelar a compra. Glória frisou que votou pelo cancelamento do pedido de impeachment, mas sem ter a certeza do que fez, mesmo que tenha estudado os fatos apresentados. “Não é que eu estou 100% convicta”, declarou.

Sobre a votação pela cassação do prefeito, ela afirmou que se houverem provas, ela irá votar a favor. “Se me convencerem que é uma irregularidade e que o dinheiro foi para o bolso de alguém”, finalizou.

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