O ex-prefeito de Farroupilha, Bolivar Antônio Pasqual (MDB) participou do programa Fim de Expediente desta quarta-feira, 17, e comentou sobre a rejeição da proposta de aprovação de contas de sua administração no ano de 2008, realizada na Câmara de Vereadores na última terça-feira, 16.

Na oportunidade foram avaliadas três irregularidades que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) apontou e que teriam causado prejuízo de aproximadamente R$ 120 mil aos cofres públicos do município. Pasqual explicou que um dos itens foi a contratação de serviços, na qual consideraram uma falha na licitação relacionada à câmara fria da cidade. Segundo ele, não houve prejuízo algum em relação aos produtos armazenados no espaço.

Outro ponto foi o pagamento irregular de adicional de insalubridade, onde o tribunal avaliou que os servidores municipais deveriam receber adicional em grau médio, e o terceiro foi sobre serviços não executados e pagamento de viagem em duplicidade. Conforme Pasqual, a empresa contratada transportava alunos em dois turnos e em um determinado momento não houve mais estudantes no turno da noite e a empresa não comunicou a prefeitura que continuou fazendo o pagamento das viagens.

Ele destacou que os apontamentos foram julgados subjetivamente e, com isso, perdeu os direito políticos por oito anos e terá que pagar o valor, mas que alguns itens serão discutidos.

Sobre a votação dos vereadores que culminou com a cassação dos direitos políticos, o ex-prefeito contou que conversou com os líderes das bancadas da Câmara de Vereadores, mas o resultado foi negativo para ele. “Foi um julgamento político”, ressaltou. Para ele os vereadores que votaram contra a aprovação fizeram justiça. “Me reservo ao direito de ter um pouco de distância destas pessoas porque não estabeleceram justiça quando tiveram a oportunidade”, declarou.

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