Farroupilha está investindo mais de R$ 5,7 milhões para aquisição e licença de um novo software para a gestão da saúde no município. A manutenção do sistema terá um custo mensal de R$ 196 mil.

O assunto chamou a atenção do Observatório Social de Farroupilha, que deverá solicitar explicações por parte dos órgãos responsáveis pela aquisição do programa.

Conforme o secretário de Planejamento, Gabriel Tavares, em entrevista à Spaço FM, trata-se de um software exclusivo para o município e que terá todas as informações necessárias, tanto dos pacientes, quanto das instituições de saúde.

Os vereadores também demonstraram preocupação com os altos valores que serão pagos pelo programa. O presidente do Legislativo, vereador Fernando Silvestrin destacou que é importante inovar os sistemas informatizados, mas antes é preciso resolver o que é prioridade, como consultas, exames e remédios para a população. "Tem que resolver o básico antes de se preocupar com a tecnologia”, ressaltou.

Para o vereador Jorge Cenci, a aquisição do novo sistema não deverá ter nada de interessante além daquilo que já existe e não passou pelo crivo do Conselho Municipal da Saúde. "É um desperdício do dinheiro público”, comentou.

Fabiano Piccoli explicou que o novo software foi adquirido através de recurso livre da Secretaria da Saúde e que a contratação do sistema foi legal, mas admitiu que o preço pago está alto para a realidade de Farroupilha e que as vezes falta recursos para pagar o óleo diesel para as máquinas trabalharem em estradas, principalmente no final de cada ano.

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