A série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Farroupilha, que iniciou na última terça-feira, 27, com Pedro Pedrozo, ouviu nesta quarta-feira, 28, o postulante ao cargo máximo do município, Fabiano Feltrin durante o programa Fim de Expediente. Ele respondeu as principais perguntas dos ouvintes e outras elaboradas pela Rádio Spaço FM.

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Confira os principais pontos da entrevista

Quem é Fabiano Feltrin?

É uma pessoa humilde, solidária, com muitos trabalhos solidários. Eu iniciei minha carreira como lavador de carros, depois eu fui vendedor, gerente de vendas. Com 18 anos tive a oportunidade de assinar pela empresa e assim nós fomos construindo a nossa trajetória, chegando aqui com o Grupo Feltrin, que a gente tem empresas familiares, bastante colaboradores. Nessa trajetória a gente construiu muitos amigos e as nossas empresas realmente são uma família. A gente constrói as nossas famílias, onde todo mundo cresce junto, as pessoas trabalham conosco praticamente desde o início. O pai (Itacir Feltrin) e a mãe (Marlene Feltrin) participaram de muitos trabalhos voluntários. A mãe foi a primeira vereadora mulher de Farroupilha, trabalhou muito essas questões da vulnerabilidade social, do apoio a mulher, foi a primeira mulher que instituiu políticas públicas para mulheres nos anos 80, quando isso nem existia no Rio Grande do Sul. O pai foi o primeiro dentista formado de Farroupilha, os que o antecederam ele eram os práticos. Ele veio da colônia, a gente tem metade da família ainda que se encontra no interior.

Como foi a entrada na vida política?

Eu estudava com o Chapinha, filho do Maggioni, e com o Rodrigo Portolan, filho do seu Sezínio, os dois que eram na época da Arena. Como eu jantava muito ali na casa do Chapinha, ali também era inserida muito a questão política e depois, posteriormente, na minha vida profissional os meus clientes eram muito da Arena, sempre tinha aquele contato, acabava se envolvendo um pouco mais, posteriormente em Bento Gonçalves, o Darcy (Darci Pozza) era PDS também e aí eu fiquei nos Progressistas desde aquele tempo, por essa ligação desde a infância. Eu tenho um nível de espiritualidade muito avançado, eu entendo que nós somos passageiros. Eu entendo que a gente tem que cumprir a nossa missão. Eu sempre fui demandado para ser candidato a prefeito desde a época que fui vice. Era para ser candidato a prefeito desde aquela época. Me disseram que era para a gente ter um aprendizado e eu fui humilde o suficiente para aceitar o cargo de vice. Eu esperei o meu momento e eu fui demandado pela comunidade por muitas pessoas que vinham construindo. Na última eleição, a expectativa da comunidade era muito grande de eu ser candidato e agora entendo que retribuir para a cidade tudo que ela me deu. O bom de tudo isso é chegar aqui sem ter negociado cargo, salário, não fizemos negociação nenhuma com nenhum partido e nós estamos fazendo essa caminhada com muita tranquilidade.

Caso eleito, o Fabiano Feltrin irá continuar com a nova política que promete na campanha?

O nosso projeto, meu e do Jonas, ele contempla novas vozes, novas lideranças, porque eu quero que os jovens se sintam inseridos. Eu sou a grande oportunidade que as pessoas têm de poder provar que é possível fazer mais com menos, sem se perpetuar na política. Isso vai fazer que gere novas perspectivas de outros jovens se inserirem na política e saber que você pode dar a sua contribuição. Caso contrário a gente não consegue dar novas vozes para novas pessoas, novos cargos, cargos importantes. Com todo respeito a todo mundo que já passou, agora inicia um novo ciclo de Feltrin e Jonas, sem estar dependente, sem ser refém de nem um partido, nem do meu e muito menos dos que estão coligados comigo.

O que você pensa a respeito do sistema de cooperativas habitacionais e o que tem feito em favor delas?

As cooperativas é uma forma muito legal das pessoas conseguirem atingir os seus objetivos, as suas casas, os seus investimentos. Nós temos duas questões, uma delas é de que os últimos oito anos não foram apoiadas as cooperativas, por isso que ficou tudo parado e deu todos esses problemas. Nós temos vários exemplos de outros governos que apoiaram as cooperativas e saiu o Monte Verde, cooperativa Vitória e é muito exitoso, sou muito a favor das cooperativas. Nós vamos trabalhar junto ao Ministério Público (MP) e com também essa questão das cooperativas, se a gente pode ter por lei ter um departamento para isso para apoiar as cooperativas dentro da legalidade, mas as cooperativas consideradas sociais nós inclusive conseguiremos verbas federais para ajudá-las.

O candidato Pedro Pedrozo está veiculando uma propaganda eleitoral, o qual acusa Fabiano Feltrin de municipalizar um trecho da VRS-813, a fim de favorecer os seus terrenos no local, beneficiando o Grupo Feltrin em cerca de R$ 4 milhões?

O Pedrozo, ele tenta atacar, porque ele está atrás, ele sabe que está atrás. Ele não tem nada para atacar, então ele inventa, falando da terra que o meu falecido pai comprou há quatro décadas, aqui está o documento que vou te entregar pessoalmente que esse processo, esse arquivamento da denúncia pelo MP, feita pelos atuais administradores. Já processei eles e vou processar ainda outros. Vou processar o Pedrozo, Francis Casali, a coligação, mais outros já foram processados. Esse arquivamento do MP aconteceu em 6 de novembro de 2019. Todos eles serão processados novamente e isso vai dar o nosso ganho de causa, porque eles estão invadindo uma privacidade, algo extremamente de injúria e mentiroso. Foi municipalizado esse trecho para contemplar essas 240 famílias, e todas as questões de empreendimento que lá ocorreram, além de ser uma entrada e saída. Sempre que é possível municipalizar é um bom negócio para o município.

PRÓXIMAS ENTREVISTAS

Nesta quinta-feira, 29, será a vez do candidato Sedinei Catafesta (PSD). Sexta-feira, 30, Glória Menegotto (Rede), será ouvida na última entrevista da série especial de conversas com os postulantes ao cargo máximo do município.

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