A série de entrevistas com os candidatos a prefeito de Farroupilha iniciou no Fim de Expediente desta terça-feira, 27. O primeiro candidato a expor suas ideias em uma conversa individual foi Pedro Pedrozo (PSB). Ele respondeu as principais perguntas dos ouvintes e outras elaboradas pela Rádio Spaço FM.

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Confira os principais pontos da entrevista

Quem é Pedro Pedrozo?

É um desses farroupilhenses que nasceram em Santa Maria. Têm muitos farroupilhenses que nasceram em outros lugares, mas que escolheram este lugar para ser feliz, crescer para colaborar. Sou de uma família de 10 irmãos, oito rapazes e duas moças. Somos uma família de agricultores. A gente veio depois de uma aventura do meu pai com plantio de soja. Somos uma família de gaiteiros, temos o gosto pelo acordeão, pela música, pela arte. Vivo no bairro Primeiro de Maio, sou casado com a Claudia Pedrozo. Tenho a minha filha Elisa. Vou fazer 58 anos de idade agora em 9 de dezembro.

Como foi a entrada na vida política?

Não tenho veia política nenhuma, ninguém da minha família é envolvido com política. Na verdade fui morar no bairro Primeiro de Maio e o bairro Primeiro de Maio era um bairro muito carente, de tudo, a gente não tinha espaço para as crianças, não havia uma creche, não havia quase nada. Eu sempre fui daquelas pessoas de trabalhar na associação, ser do Círculo de Pais e Mestres das escolas das crianças. Um belo dia, com filha pequena, não tinha aonde deixar a gente arrastava a nossa filha para todos os lados. Eu levava a minha filha para os ensaios, ela dormia em cima das mesas. Aquilo deixava a gente nervoso, então começamos um movimento para construir uma creche. Construímos uma escola de educação infantil, aquela primeira que tem na entrada do bairro, já tem 20 anos. Aquilo me trouxe para política, me fez concorrer a vereador, porque a gente reclamava que as pessoas não voltavam. Me filiei no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), ajudei a eleger o Pasqual dois mandatos. No primeiro mandato discordava de muitas coisas que eles faziam, no segundo mandato não quis mais ficar com eles. Segui carreira solo, me filiei no Partido Socialista Brasileiro (PSB) em um grupo menor. Naquele ano virei candidato a prefeito, tive quase 10 mil votos, foi uma votação muito linda. Quatro anos depois com Dr. Claiton fizemos uma dupla, fizemos esse governo que está até hoje.

Esse Pedrozo de conciliar, de ouvir, é a pessoa que vai assumir a administração se vencer as eleições?

A gente já foi mais jovem e a juventude faz com que a gente tenha alguns ímpetos, mas quando tu vai branqueando os cabelos, tu vai tendo que melhorar como ser humano. Naturalmente, hoje eu sou um ser humano muito melhor do que já fui, mas nunca fui um ser humano mal, ao contrário. Eu sempre trabalhei muito para unir pessoas. Se tu olhar os grupos que eu dirigia, eu sou vitorioso, eu tenho uma carreira fantástica, no meu meio eu fui um dos melhores. Sou reconhecido em todos os lugares. Por que? Porque sempre fui agregador, porque sempre tive capacidade de persuasão, de conduzir grupos, de acalmar pessoas, de fazer com que as pessoas acreditem no mesmo tema e é o que eu fiz durante a pandemia. As pessoas viram isso em mim e me seguem muito, sou muito feliz por isso, sou muito honrado por isso.

Quais são as cobranças e pedidos da comunidade no cotidiano?

Quando a gente está administrando, de vez em quando vem aquela coisa pessoal. Aquele problema que te incomoda. Às vezes a lâmpada na frente da casa da pessoa é o que mais incomoda ela, é o maior problema dela. Eu como administrador eu tenho que olhar o todo. Claro que tem que respeitar os problemas pessoais e tem que tentar resolver o mais rápido possível. Eu tenho que olhar para a cidade para ver como ela está se desenvolvendo. Quando a gente está terminando o sistema asfaltamento do Salto Ventoso. A gente olha para a cidade e pensa: vai vir um novo momento, vai entrar empresas grandes de turismo. Vão ficar nos hotéis, vão comer nos restaurantes, comprar no nosso Centro de Compras. Nós vamos ter uma vida melhor. As pessoas sempre pedem e argumentam muito. Eu sinto que minha campanha cresce muito. Nós temos hoje 40% das pessoas que estão indecisas, nós temos uma eleição completamente aberta. Nós temos uma eleição que não tem uma definição de quem ganha ela. As pessoas entendem o momento que a gente viveu, elas entendem a forma como o Pedro Pedrozo trabalhou. Elas entendem que sou muito parecido com elas.

Temos que economizar dinheiro público a partir de 2021? Como você enxerga isso?

Quando eu entrei, eu demiti muita gente, eu diminui três secretarias, três secretários, três subsecretários, diminui procurador-geral, subprocurador-geral, chefe de imprensa, uma série de cargos grandes. Eu mandei para câmara para extinguir as três secretarias e extinguir esses cargos. Esses mesmos que dizem que vão diminuir tudo votaram contra. Eu extingui os cargos por decreto. Eu estou fazendo uma economia de quase R$ 2 milhões com uma reforma administrativa. Hoje eu tenho menos secretários do que Baretta e Feltrin. Tenho nove eles tinham 10. Para se ter uma ideia, em 2005 , Bolivar Pasqual tinha 331 Cargos de Confiança (CC). Em 2012, Baretta e Feltrin tinham 166 Ccs, porque a justiça tinha tirado alguns Ccs. Hoje eu tenho em torno de 100, 115 Ccs, é o menor numero de Ccs de todos os tempos. Dos 1.370 profissionais que trabalham na prefeitura, hoje mil é voltado para a educação, quase 800 são professores, por isso que a gente uma das melhores ‘educação’ do Brasil.

PRÓXIMAS ENTREVISTAS

Nesta quarta-feira, 28, será a vez do candidato Fabiano Feltrin (PP), na quinta-feira, 29, Sedinei Catafesta (PSD), e na sexta-feira, 30, Glória Menegotto (Rede).

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