Durante a sessão do Legislativo na noite desta segunda-feira, 2, na qual foi analisado mais um pedido de impeachment contra o prefeito de Farroupilha, a vereadora da base, Maria da Glória Menegotto (Rede) pediu para Claiton Gonçalves (PDT) renunciar. "Diante da estatura que a sua biografia, as inúmeras e relevantes obras e serviços prestados a nossa comunidade, ele merece um conselho amigo. Senhor prefeito, diante do absurdo estado de ingovernabilidade do nosso município, seja pelas perseguições impostas a Sua Excelência, ou por fatores ocultos a nossa percepção, eu tenho o dever com o nosso prefeito e sobretudo com o povo de Farroupilha de pedir a ele que renuncie", declarou.

Além disso, outro vereador da base, Deivid Argenta, também comentou que se estivesse no lugar de Claiton, renunciaria ao cargo.

Novo processo de impeachment

Este é o terceiro pedido de impeachment contra o prefeito do município. O primeiro, por falta de documentos, foi negado. O segundo está na fase de relatório, aguardando a defesa de Claiton Gonçalves.

O documento mais recente foi protocolado na manhã desta segunda-feira, 2, pela OAB-RS e a OAB Subseção Farroupilha. Ele aponta quatro ilegalidades que teriam sido cometidas pelo gestor. Em entrevista para a Rádio Spaço FM, o presidente da subseção no município, Maurício Bianchi, explicou que o pedido teve o aval de cerca de 95% da diretoria da OAB na cidade, também foi assinado pelo presidente da ordem no RS, Ricardo Breier e pelo presidente da Comissão Especial de Acompanhamento Legislativo, João Darzone de Melo Rodrigues Junior. 

Veja quais foram ositens apontados pela OAB:

1º Compra de terrenos

A aquisição dos imóveis não teve autorização da Câmara de Vereadores.

2º Ilegalidade na suplementação orçamentária

Vereadores aprovaram R$ 10 mil e em cerca de uma semana houve uma suplementação de R$ 890 mil para a compra das áreas.

3º Nomeação de servidor de carreira

Um fiscal concursado da prefeitura não foi exonerado, continuou recebendo valores gratificação e exercendo as funções de assessor jurídico e posteriormente de procurador-geral do munícipio sem se exonerar da primeira função.

4º Manifestação do prefeito sobre críticas ao software de saúde

De acordo com o documento protocolado na manhã desta segunda, na entrevista concedida por Claiton Gonçalves onde ele utilizou uma palavra de baixo calão para se dirigir aos críticos ao software, ocorreu uma quebra de decoro parlamentar e pode se enquadrar em um impeachment.

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