O Projeto de Lei 026/2020 que dispõe sobre a reestruturação administrativa e organizacional do Poder Executivo Municipal foi rejeitado por nove votos a dois na sessão desta terça-feira, 7. Os votos contrários vieram das bancadas do PDT, MDB e PP. Apenas o voto dos vereadores Fabiano Piccoli (PSB) e Maria da Glória Menegotto (Rede Sustentabilidaade) foram favoráveis.

Para o vereador Deivid Argenta (PDT), base aliada ao governo, o projeto teria de ser ampliado e discutido com mais intensidade, principalmente com as entidades que já haviam demonstrado preocupações quanto a unificação de algumas secretarias. “O projeto é importante, mas deveria ser mais discutido por quem usa o serviço, no caso a população”, ressaltou.

O vereador Arielson Arsego (MDB) classificou o projeto de 'remendão e politiqueiro'. Para ele, não haveria necessidade de extinguir secretarias e cargos se não estão sendo ocupados. “Isso não muda nada, então não há o porquê criar um projeto simplesmente para dizer que está economizando”, destacou.

O vereador Josué Paesi Filho (PP) também veio na mesma linha e enfatizou que o prefeito teria justificado que vem sofrendo pressão dos partidos aliados para preencher os cargos que estão disponíveis. “Ele tem que ter pulso firme e não contratar ninguém”, comentou.

Fabiano Piccoli, líder do governo na Câmara, entendeu a posição dos votos contrários, mas justificou que a aprovação do projeto seria uma forma de oficializar a economicidade que o prefeito propôs até o final do mandato.

Nesta sessão os vereadores Sandro Trevisan (PP), Rudmar Elbio da Silva (PSB) e Sedinei Catafesta (PSD) estiveram ausentes. Não houve a necessidade do voto do presidente da casa, vereador Fernando Silvestrin (PL).

Ouça abaixo a opinião dos vereadores e do prefeito

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