O prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves (PDT), foi cassado na noite desta sexta-feira, 15, durante a votação do processo de impeachment que tramitava contra ele na Câmara de Vereadores, tendo como proponente a OAB-RS.

Após o encerramento da sessão extraordinária, que votou pela cassação e pela perda dos direitos políticos do prefeito, pelo período de oito anos, o denunciado, comentou sobre o resultado da votação.

Ele ressaltou que a partir de agora será apenas o médico Claiton Gonçalves e com os direitos cassados não tem mais o porque de se manifestar sobre política.

Para ele, a grande lição que se tira disso tudo é de que política é para político, assim como a medicina é para médico. O gestor se disse aliviado com o resultado, pois o governo vinha sofrendo inferências do Ministério Público (MP), do Observatório Social, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da sociedade civil organizada, inclusive da imprensa. "Tá saindo um peso, era muita pressão”, comentou.

Gonçalves afirmou que não irá interferir na administração do vice-prefeito Pedro Pedrozo, que assume a partir de agora a condição de chefe do Executivo e que irá se dedicar à vida médica.

O agora ex-prefeito, declarou que se arrepende de não ter trabalhado mais de madrugada. "Fizemos uma cidade nova e poderíamos ter ido mais longe se tivéssemos conseguido trabalhar. Avançamos muito. Vai ficar marca de asfalto, de postos de saúde, de R$ 100 milhões em hospital, entre outros”, afirmou.

Na visão dele, a Câmara de Vereadores está distante da população, quando não respeitou os votos que lhe colocaram na condição de prefeito eleito. Para ele a Câmara não quer saber de governança, quer saber de política, por isso está fora. "Fui vencido por mim mesmo, na verdade não fiz política. Poderia ter feito diferente, mas eu fiz gestão”, esclareceu.

Em relação à declaração do ex-prefeito Paulo Dalzochio (PDT) à Spaço FM, quando comentou que Claiton deixa uma mancha no partido, Claiton explicou que a mancha começou lá no governo dele e continuou até o dia de hoje. "É uma marca do PDT, manchas”, exclamou.

Explicou que sua relação com o partido não é afetuosa, mas o futuro a Deus pertence e agora com os direitos políticos cassados isso pouco importa.

Sobre o legado que deixa, o ex-prefeito esclareceu que isso tem de ser questionado na comunidade. Que prefeito foi esse? O que fez? e que a comunidade deve ter a sua resposta.

Quanto ao resultado da votação se foi justa ou não, ele comentou que a votação é justa para quem vota, onde cada um faz suas escolhas, mas é justo pela consciência de cada vereador. Ele admitiu que houve a falta de diálogo por ser um governo foi muito técnico, diferente, um governo de gestão. Foi como se fosse uma empresa, e que as pessoas gostam disso, as pessoas não gostam de politicagem.

Questionado ainda sobre o resultado da votação se terá reflexo na eleição municipal deste ano, Claiton foi enfático. "Poderá não, terá. Eu vou afirmar aqui que nenhum dos candidatos que postulam será o prefeito, e haverá uma grande mudança na Câmara, é o que vai dizer a urna”, concluiu.

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