O Tribunal de Justiça se posicionou contra a retomada do contrato de compra do novo software da saúde em Farroupilha. O prefeito Claiton Gonçalves (PDT) enviou uma liminar solicitando a revogação da decisão Tribunal de Contas que determinava a suspensão do contrato.

O vereador Jonas Tomazini (MDB) afirmou que Gonçalves havia comentado que ouviria as entidades, mas na prática não aconteceu, pois a liminar para revogar a suspensão do contrato deixa claro a intenção do gestor de retomar o contrato.

Tomazini salientou que vários órgãos estão alertando a administração que esse processo deve ser revisto, pois há pontos que precisam ser esclarecidos. “São muitos envolvidos alertando que o processo não está certo, que tem coisas para serem esclarecidas, os valores são muito maiores que outros municípios”, pontuou.

Segundo o parlamentar, a gestão municipal já havia pago a primeira parcela do contrato de R$ 1,7 milhão e se o Legislativo não tivesse tomado atitudes, a segunda parcela seria paga, pois o valor já tinha sido empenhado e haveria o desperdício de mais recursos públicos que poderiam ser disponibilizados ao combate contra a covid-19.

O vereador sugeriu que Farroupilha entre na justiça para reaver o dinheiro que pagou, uma vez que os serviços não foram prestados por conta da suspensão do contrato. “Nós deveriamos ter o setor jurídico trabalhando para recuperar os recursos que não são do prefeito. Os recursos são das pessoas que trabalham no dia a dia e pagam seus impostos”, opinou. A contratação previa R$ 3,4 milhões para aquisição, mais R$ 196 mil mensais para a manutenção.

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