O senador gaúcho Lasier Martins (Podemos) comentou sobre o grande número de pedidos de impeachment contra vários ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que já estão protocolados na secretaria do Senado.

O senador ressaltou que esses pedidos não avançam pelo fato de que muitos dos seus colegas senadores respondem processos junto ao Supremo e se depender do presidente da casa, isso será muito difícil de ocorrer.
“Nós temos 20 e poucos senadores que tem processos no Supremo e isso dificulta o avanço dos pedidos de impeachment contra ministros do STF”, declarou.

Ele relatou que no tempo do ex-presidente Davi Alcolumbre, 38 pedido de impeachment contra ministros do STF, foram arquivados, sendo 13 envolvendo Gilmar Mendes, cinco contra Ricardo Lewandowski , cinco relacionados a Alexandre de Moraes e oito ou 10 contra o ministro Dias Tófoli, e assim por diante.

Lasier salientou que novos pedidos foram protocolados na secretaria do senado e agora depende do atual presidente colocar em votação para que tenham continuidade. Ele lamentou que há um acordão entre o Supremo, o presidente da República e o presidente do senado, onde todos se protegem.

O senador gaúcho vê dificuldade no avanço do pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes, mesmo tendo o apoio de três milhões de assinaturas de brasileiros para que isso ocorra. "Hoje somos a minoria”, lamentou.

Quanto ao comportamento do STF, Lasier ressaltou que chegou no limite insuportável e que esse é o pior Supremo da história do Brasil desde o império. Ele comentou sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 35/2015, de sua autoria, que propõem a mudança da sistemática na indicação dos ministros do Supremo, que hoje é indicado pelo presidente da República, e que infelizmente também não avança.

Na visão de Lasier as indicações não levam em conta o estudo jurídico e sim a conveniência.

Ele comentou ainda, sobre a nomeação de Flávia Arruda como ministra da Secretaria de Governo de Bolsonaro. Para Lasier Martins foi uma atitude espantosa do presidente em remover toda a área do comando militar.

O senador ressaltou que na Constituição Brasileira está escrito que as forças armadas são instituições do estado e não do governo. “Foi uma estupidez do presidente”, concluiu.

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