O segundo pedido de impeachment contra Claiton Gonçalves foi acolhido pela Câmara de Vereadores de Farroupilha na sessão desta segunda-feira, 17. A admissibilidade da denúncia para apuração de infrações político-administrativas, crimes de responsabilidade e atos de improbidade administrativa contra o prefeito foi aprovada por nove votos favoráveis a cinco votos contrários. Votaram favoráveis os vereadores Jonas Tomazini (MDB), Jorge Cenci (MDB), Eleonora Broilo (MDB), José Mario Bellaver (MDB), Tadeu Salib dos Santos (PP), Josué Kiko Paese (PP), Arielson Arsego (MDB), Sandro Trevisan (PSB) e Sedinei Catafesta (PSD). Votaram contra os vereadores Fabiano Piccoli (PT), Odair Sobierai (PSB), Deivid Argenta (PDT), Thiago Brunet (PDT) e Glória Menegotto (Rede).

ACOMPANHE O MOMENTO DA VOTAÇÃO

O documento assinado pelo empresário farroupilhense Glacir Nazário da Silveira Gomes contém 38 páginas, que foram lidas das 21h18 às 22h42. Após a votação pelo acolhimento do pedido, foi criada a Comissão Processante formada por três vereadores através de sorteio, sendo eles Fabiano Piccoli, Kiko Paese e Jorge Cenci. A comissão indicou Fabiano Piccoli como presidente e Jorge Cenci como relator. Eles terão até 90 dias para finalizar o processo do pedido de impeachment.

Entenda o caso

O segundo pedido de impeachment do prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves, foi protocolado na manhã do dia 12 de fevereiro, na Câmara de Vereadores do município.

O autor do pedido é o empresário farroupilhense Glacir Nazário da Silveira Gomes, que já havia protocolado o primeiro, mas o mesmo havia sido arquivado pelo fato de não preencher requisitos formais imprescindíveis, justificado pela procuradora da Casa Legislativa, Viviane Varela. No pedido consta terrenos que foram adquiridos próximos à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) sem demostrar estudo prévio e sem discutir com a Câmara de Vereadores.

Ainda nesta segunda, Claiton Gonçalves entrou na justiça para tentar suspender a votação no Legislativo, mas não foi concedido pelo juiz Mário Romano Maggioni. A prefeitura de Farroupilha deverá cancelar a compra do terrenos que consta como ilegal no pedido de impeachment contra o prefeito Claiton Gonçalves e reconsiderar os pedidos de entidades representativas que entregaram um documento para a administração solicitando que seja desfeito o negócio com a empresa que vendeu o software para a gestão da saúde no município.

O anúncio será realizado nesta terça-feira, 18, a partir das 10h, no Salão Nobre da Prefeitura, durante uma coletiva de imprensa.

 

 

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