A admissibilidade do segundo pedido de impeachment contra o prefeito de Farroupilha, Claiton Gonçalves, foi aprovada por unanimidade pelos vereadores do município.
As mais de 180 páginas do processo foram lidas até por volta da 0h05 desta terça-feira, 3. Ao todo foram 14 votos favoráveis dos vereadores Arielson Arsego, Josué Kiko Paese, Tadeu Salib dos Santos, José Mário Bellaver, Eleonora Broilo, Jorge Cenci, Jonas Tomazini, Glória Menegotto, Thiago Brunet, Deivid Argenta, Sedinei Catafesta, Sandro Trevisan, Odair Sobierai e Fabiano Piccoli.
 
Após a votação, foi criada a comissão processante, composta por Eleonora Broilo, José Mário Bellaver e Sedinei Catafesta. A comissão indicou Eleonora Broilo como presidente e José Mário Bellaver e Sedinei Catafesta como relatores. 

 

Terceiro pedido

O documento foi protocolado nesta segunda-feira, 2, pela OAB-RS e pela OAB subseção Farroupilha. Ele aponta quatro ilegalidades que teriam sido cometidas pelo gestor. Em entrevista para a Rádio Spaço FM, o presidente da subseção no município, Maurício Bianchi, explicou que o pedido teve o aval de cerca de 95% da diretoria da OAB na cidade, também foi assinado pelo presidente da ordem no RS, Ricardo Breier e pelo presidente da Comissão Especial de Acompanhamento Legislativo, João Darzone de Melo Rodrigues Junior. 

Veja quais foram os itens apontados pela OAB:

1º Compra de terrenos

A aquisição dos imóveis não teve autorização da Câmara de Vereadores.

2º Ilegalidade na suplementação orçamentária

Vereadores aprovaram R$ 10 mil e em cerca de uma semana houve uma suplementação de R$ 890 mil para a compra das áreas.

3º Nomeação de servidor de carreira

Um fiscal concursado da prefeitura não foi exonerado, continuou recebendo valores gratificação e exercendo as funções de assessor jurídico e posteriormente de procurador-geral do munícipio sem se exonerar da primeira função.

4º Manifestação do prefeito sobre críticas ao software de saúde

De acordo com o documento protocolado na manhã desta segunda, na entrevista concedida por Claiton Gonçalves onde ele utilizou uma palavra de baixo calão para se dirigir aos críticos ao software, ocorreu uma quebra de decoro parlamentar e pode se enquadrar em um impeachment.

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