O vereador Fabiano Piccoli, agora filiado ao PSB, e ex-líder do governo no Legislativo de Farroupilha, participou do programa Fim de Expediente desta sexta-feira, 3, e comentou sobre o cenário político do município.  

Conforme o parlamentar, com o afastamento do prefeito Claiton Gonçalves devido a uma licença saúde, o vice Pedro Pedrozo assumiu interinamente e tomou decisões que tiveram um bom reflexo econômico a Farroupilha. Em 20 dias, Pedrozo suspendeu três contratos, sendo eles da aquisição do software da saúde no valor de R$ 3,3 milhões, do cercamento eletrônico e da internet nas escolas, o que gerou uma economia de mais de R$ 500 mil por mês, ou R$ 10.051.567,40 por ano. Além disso, ele também cancelou duas consultorias jurídicas que eram prestadas para a prefeitura e custavam cerca de R$ 50 mil mensalmente.  

De acordo com Piccoli, com o retorno de Claiton ao cargo, ocorrido na última terça-feira, 31, instalou-se a preocupação com a tentativa do gestor cancelar a suspensão dos contratos. "O que nos preocupa é a tentativa de retomar esses contratos. Nós vamos lutar contra isso. Vamos buscar todos os caminhos legais", salientou.

O vereador ainda denunciou que o contrato de aquisição do software da saúde foi assinado com uma condição de pagamento diferente da licitação. No pregão eletrônico, para as empresas participarem da licitação, dizia que o pagamento seria efetuado após a execução dos serviços. Entretanto, no contrato foi mudada a forma do pagamento, com duas parcelas, sendo 50% em até 30 dias da assinatura e 50% até 31 de dezembro de 2020. "Quando se licita alguma coisa, tem que ser a mesma condição de pagamento", pontuou. O assunto deve ser levado para discussão na Câmara de Vereadores na próxima segunda-feira, 6. Possivelmente será criada uma CPI para analisar este e outros contratos. "Houve coisas erradas", afirmou.

Piccoli ressaltou que vinha alertando Claiton há meses sobre a compra do software, se era mesmo o momento e com os valores exorbitantes apresentados. "Nosso principal ponto de discórdia foi com a contratação do software de saúde. Alertamos várias vezes, mas nunca fomos ouvidos.", complementou. Segundo o vereador, o contrato dizia que haveria perdas de funcionalidades da plataforma. "Nós iríamos pagar seis vezes mais e teríamos um serviço pior do que estava sendo prestado pela então empresa de software", lembrou.

Confira os dados completos:

Contratos suspensos por Pedro Pedrozo:
1) Software da saude: R$ 3.380.000,00 + R$ 196.000,00 por mês;
2) Cerceamento eletrônico: R$ 235.163,95 por mês;
3) Internet nas escolas: 115.200,00 para implementação e 115.200,00 por mês;
TOTAL SUSPENSO: R$ 10.051.567,40 POR ANO = MAIS DE 500 MIL / MÊS

Cancelamento de duas consultorias jurídicas:
1) Rodrigues & Rodrigues. O valor mensal era R$ 16.764,13;
2) Curvelo e Pasqualini (valor por hora trabalhada é de R$ 513,83). Valor por mês de R$ 32.500,00;
TOTAL CANCELADO: R$ 591.169,56 POR ANO = 50 MIL / MÊS

Ouça a entrevista completa: 

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