O deputado federal Bibo Nunes (PSL) comentou que entrará na justiça contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Melo, por conta da divulgação do vídeo de reunião ministerial do governo federal. Na visão de Nunes, o jurista cometeu o crime de abuso de autoridade, pois o encontro era privado e expôs os ministros de Jair Bolsonaro. Segundo o político, grande parte dos magistrados do STF se acham deuses. Ele também não concorda com o sistema de escolhas dos membros do STF, uma vez que se o presidente gostar da pessoa, pode indicá-la para atuar no conselho.

De acordo com o deputado, em um ocasião, um dos magistrados convocou alguns ministros do governo para um depoimento, destacando que poderiam depor 'abaixo de vara'. Além disso, houve solicitação da apreensão do celular do presidente. “General Heleno disse: olha nós vamos entrar com uma decisão muito forte que vai mudar a ordem no Brasil“, contou. O general Augusto Heleno é o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional.

O deputado citou o artigo 142 da constituição federal, no qual descreve que se os poderes entrarem em conflito e o Brasil estiver no 'caos', é obrigatória a intervenção do exército. Nunes afirmou ser um democrata e isto não seria uma intervenção militar, sendo que o exército entraria para restabelecer a ordem.

Por sua vez, o general Augusto Heleno ressaltou em frente ao Palácio do Planalto nesta quinta-feira, 28, que não há pensamento de intervenção militar e a 'nota à nação brasileira', divulgada semana passada foi distorcida.

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O pedido de apreensão do celular do Presidente da República é inconcebível, e até certo, ponto inacreditável. Caso se efetivasse seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder na privacidade do Presidente da República e na segurança institucional do País. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República alerta as autoridades constituídas que tal atitude é uma evidente tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes e poderá ter consequências imprescindíveis para a estabilidade nacional.

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