O Rio Grande do Sul enfrenta um surto de diarreia aguda. Um alerta foi emitido pela Secretaria Estadual da Saúde no dia 8 de outubro. Duas mil pessoas em 25 cidades já haviam sido contaminadas. Segundo informações do Ministério da Saúde, a doença diarreica aguda é uma síndrome que pode ser causada por bactérias, vírus e parasitas. O contágio ocorre, geralmente, via oral por meio do consumo de alimentos ou água contaminados.

A doença pode ser infecciosa ou não infecciosa. Para a saúde pública, a que exige maior atenção é a infecciosa, pois pode ser transmitida. É o que está acontecendo no Rio Grande do Sul. O agente causador é um norovírus. Entre os sintomas da doença, diarreia que pode ou não ser acompanhada de dor abdominal, náusea, vômito e febre. Ela pode provocar desnutrição e desidratação intensas e, se não for tratada, leva à morte, razão pela qual atendimento médico deve ser procurado logo que os primeiros sintomas se manifestarem.

No alerta epidemiológico do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), consta que a suspeita é de que a contaminação esteja associada à ingestão da água. O CEVS orienta a população a consumir água somente de fontes seguras, que tenham processo de desinfecção por cloro ou outra tecnologia. Também sinaliza que é importante fazer a limpeza de caixas d’água com regularidade.
O alerta emitido pelo Governo Gaúcho busca evitar pânico entre as pessoas. Como o vírus ainda está circulando, o aviso serve para que a população aumente os cuidados e a transmissão diminua. Além disso, dessa forma, os profissionais da área da saúde terão condições de lidar com os casos de forma apropriada.

A Secretaria Estadual da Saúde divulgou que exames de sangue em pacientes estão sendo feitos para descobrir como o vírus se espalhou. As amostras foram encaminhadas para o Laboratório Central do Estado (Lacen). Além disso, houve coleta de água em alguns municípios. A análise é feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro. Não há prazo definido para o resultado.

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