A superintendente-geral do Hospital São Carlos, Janete Toigo e o diretor técnico Leonardo Brutomesso participaram do programa Fim de Expediente desta quarta-feira, 1º de julho, onde comentaram sobre o trabalho que está sendo desenvolvido na instituição em meio à pandemia do coronavírus. Eles abordaram diversos assuntos como a ocupação da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), as cirurgias eletivas que foram retomadas, as emendas repassadas por políticos, entre outros.

VAGAS NA UTI

Janete explicou que a unidade do hospital possuía 10 vagas e, após uma campanha realizada pela comunidade farroupilhense, foram adquiridos mais cinco leitos completos. A prefeitura, em tratativa com a Unimed, conseguiu que a assistência médica cedesse outros dois equipamentos. Ela comentou que ao todo o hospital conseguiu montar 18 unidades completas e ainda possui mais um respirador que foi repassado pelo governo do Rio Grande do Sul e também está sendo utilizado.

No final da tarde desta quarta, a UTI estava atendendo cinco moradores de Farroupilha e dois pacientes de Paverama e Harmonia que contraíram o coronavírus, totalizando sete pessoas confirmadas com a doença. Neste momento a unidade está com sua ocupação em 68%. A instituição também monitora outros cinco pacientes em leitos comuns que ainda não receberam o resultado dos exames e podem ter contraído o vírus.

Eles destacaram que cada leito de UTI que está destinado para pacientes com a doença gera um custo de cerca de R$ 2 mil por dia, sendo que o governo federal repassa apenas R$ 1,6 mil para cada leito. Ela salientou que o governo do estado não está destinando nenhum recurso para o hospital. “Do estado não veio um tostão”, salientou.

PREOCUPAÇÃO

Para Janete e Brutomesso este número elevado de pessoas sendo internadas diretamente na UTI está ligado a falta de procura por atendimento médico. Uma das questões é a indicação para a população ficar em casa e não sair. Fato que foi ressaltado pelos integrantes do hospital, além deles não aconselharem as pessoas a ficarem em casa com sintomas e não procurarem atendimento. “Quando chega no hospital, vai direto para a UTI”, destacou.

Desta forma eles fizeram um apelo para que a população busque auxílio ao perceber sinais de que a saúde não está dentro da normalidade. Para isso a prefeitura indica que as pessoas liguem imediatamente para o 0800-645-7950 e após este primeiro contato os atendentes irão encaminhar os pacientes para consultas. “Estão em estado grave porque já chegam neste estado”, pontuou.

EMENDAS

Durante a entrevista eles contaram que desde o início de 2020 diversos políticos repassaram valores de emendas parlamentares para auxiliar nas despesas e investimentos da instituição. Ao todo o hospital recebeu mais de R$ 3 milhões.

CIRURGIAS ELETIVAS

A superintendente da instituição contou que o serviço foi retomado, mas até o momento as cirurgias não estão ocorrendo como deveriam. Ela explicou que neste período, pelo país estar enfrentando uma pandemia, os pacientes estão com receio de realizarem os procedimentos. A equipe que faz os agendamentos está entrando em contato com eles, mas a grande maioria não deseja marcar. “As pessoas não querem vir para fazer as cirurgias”, comentou.

Outra situação enfrentada pela instituição é a questão dos medicamentos que tiveram um aumento de 700% em todo o Brasil. Além do valor, os fornecedores não conseguem assegurar as entregas e a quantidade de insumos normalmente não é ideal para a execução das cirurgias.

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