O médico, ex-ministro da Cidadania e deputado federal, Osmar Terra, (MDB), concedeu uma entrevista exclusiva durante o programa Fim de Expediente da Rádio Spaço FM desta quinta-feira, 26. Terra foi enfático sobre as medidas que estão sendo tomadas por prefeituras e governos estaduais em todo o Brasil. Para ele, que esteve a frente da campanha contra o surto de H1N1 em 2009, as orientações de isolamento da população não são eficazes contra a propagação do coronavírus.

Ao longo de sua explanação, o deputado explicou que o vírus acaba se espalhando e deve contaminar cerca de 99,6% da população, mas apenas um número restrito das pessoas irá apresentar sintomas graves. Neste sentido, Terra comentou que a medida a ser adotada é o isolamento dos grupos de risco como idosos, doentes crônicos ou pessoas que apresentem os sintomas. Para ele a suspensão de aulas ou o fechamento de praças e parques não irá conter a disseminação. “Tem que parar essa quarentena, isso não faz sentido”, comentou.

O médico também criticou os meios de comunicação que só apresentam um lado da informação, fazendo com que a população se assuste com a pandemia. Dessa forma estas medidas não irão diminuir os contágios em todo o país. "Hoje tu liga a televisão, o mundo vai acabar”, pontuou.

Terra ainda afirmou que diversas pessoas que tem a mesma opinião não são entrevistadas sobre as medidas que deveriam ser adotadas para o controle do coronavírus. Segundo ele, a melhor forma da imprensa apresentar informações sobre a doença é mostrando dados reais e uma previsão de como serão as próximas semanas. “Quem gerou este medo foi o noticiário irresponsável”, declarou.

Ele foi muito preciso quando comentou sobre o cenário brasileiro para os próximas dias e destacou que a partir da terceira semana de abril os casos de contaminação irão despencar. O médico também ressaltou que o número de casos só irá começar a cair quando metade da população estiver com o vírus.

Sobre a Itália, ele destacou que o país não é parâmetro para o Brasil se basear e aplicar o que foi feito lá. Nos locais onde o registro de mortes foi maior, a população é a mais idosa do mundo em número de habitantes e quando os casos tiveram um aumento significativo, a população mais jovem foi obrigada a ficar de quarentena, o que gerou a infecção dos idosos que estavam em casa e acabaram morrendo por conta deste contato.

Ele ainda salientou que a gripe sazonal que atinge a maior parte da população, principalmente do Rio Grande do Sul, irá matar mais do que o coronavírus.

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