O presidente do Conselho Administrativo do Hospital Beneficente São Carlos, Clarimundo Gruddmann, a vice-presidente, Elizabeth Bartelle Grendene Laybauer, e a superintendente-geral da instituição, Janete Toigo, participaram do programa Fim de Expediente desta segunda-feira, 24. Durante a entrevista de mais de 30 minutos eles comentaram sobre a manifestação da vereadora Glória Menegotto (Rede Sustentabilidade) e os dados apresentados pelo secretário de Finanças de Farroupilha, Gilberto Galafassi acerca dos repasses para a instituição.

O convite para os integrantes do conselho participarem da entrevista se deu a partir de informações divulgadas pelo secretário, que afirmou que neste ano o hospital recebeu até 31 de julho mais de R$ 26 milhões, sendo o maior recurso já disponibilizado para instituição desde 2013. O montante é de repasses do governo federal, do município e de cidades onde o São Carlos é referência.

Em outra oportunidade a vereadora cobrou explicações sobre os mais de R$ 185 milhões que a instituição recebeu em um período de sete anos e oito meses.

Elizabeth foi direta em sua resposta explicando que desde o dia 1º de março de 2017, a prestação de contas é realizada centavo por centavo, item por item. “A pessoa não sabe que o hospital presta contas, ou a pessoa prefere não saber e lançar isso ao vento”, pontuou. Antes deste período, onde a administração era feita por integrantes da administração municipal, período em que Claiton Gonçalves (PDT) era o prefeito, a vice-presidente do conselho também cobrou explicações sobre a prestação de contas anterior a esta data. “Aonde foi parar este dinheiro até fevereiro de 2017”, questionou.

Durante a explanação da situação financeira da instituição, os integrantes do conselho relembraram que a dívida quando eles assumiram a gestão era de cerca de R$ 45 milhões e atualmente o déficit é de metade deste valor.

Gruddmann desaprovou alguns questionamentos, afirmando que a manifestação foi infundada. “Me surpreende, nós sendo cobrados praticamente dos políticos que estavam na gestão deste hospital que praticamente quebrou”, pontuou.

O presidente aproveitou e pediu explicações do dinheiro público que é destinado ao Pró-Saúde. De acordo com Gruddmann, os valores não são apresentados. Ele também questionou a verba de R$ 15 milhões repassada pelo governo federal ao município, já que não foi divulgado o local onde o recurso foi aplicado. “Estão brincando de novo com o hospital em ano de eleição”, citou. Durante sua participação ele relembrou a questão da Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) neonatal, na qual foram investidos R$ 800 mil sem qualquer planejamento. Assim, ele comentou que o espaço teria um custo mensal de R$ 300 mil e, por não ter sido projetado da forma correta, não entrou em funcionamento.

Conforme ele, diversas ações realizadas pela atual administração foram realizadas através de planejamento. Gruddmann citou o programa Portas Abertas, que através do empenho da instituição e o apoio de entidades e empresários o hospital recebe do governo federal R$ 200 mil por mês, o que auxilia nas despesas da casa de saúde.

Janete finalizou a participação na entrevista explicando que a instituição está atendendo a população 24 horas por dia e tem um gasto mensal de R$ 3,5 milhões. Dentro deste valor estão os honorários de médicos de cerca de R$ 1 milhão. A superintende-geral contou que segue recebendo doações, mas que parte dos materiais e medicamentos tiveram um acréscimo de quatro vezes, já que a maioria dos produtos são utilizados em áreas mais críticas e precisam estar cadastrados na Anvisa.

Outro ponto retratado pela superintende é os impostos e questões burocráticas que precisam ser acompanhadas diariamente para que a instituição esteja em pleno funcionamento. “Quando eu entrei em 2017, nem alvará o hospital tinha”, declarou.

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