O secretário interino da Saúde de Caxias do Sul, Júlio Cesar Freitas, que assumiu o cargo há cerca de uma semana, tranquilizou a população sobre o fechamento do Pronto-Atendimento 24 Horas (Postão) do município, ocorrido nesta terça-feira, 17. Os serviços foram suspensos por seis meses para a realização de uma reforma.

Freitas explicou que tudo está bem encaminhado e orientou a comunidade caxiense para que busque atendimento junto às Unidades Básicas de Saúde mais próximas, as quais receberão reforço operacional a partir da próxima semana. "O atendimento à população será garantido pelas UBSs, UPA e prontos-socorros hospitalares, conforme necessidade de cada paciente", ressaltou. Ele ainda informou que a UPA Zona Norte também recebeu reforço para atender a população.

O interino destacou que as obras são referentes a um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre o município e os Ministérios Públicos Estadual e Federal, para garantir um melhor serviço à população. Com esta reforma será possível pleitear ao Ministério da Saúde a habilitação do local como Unidade de Pronto Atendimento Nível III e, assim, poderá receber até R$ 525 mil por mês do estado e do governo federal.

Em relação às críticas recebidas pelos opositores quanto ao fechamento do Postão, o secretário acredita ser um movimento meramente político e ressaltou que é um grupo que não está comprometido com a saúde do caxiense e sim com interesses pessoais.

CIRURGIAS ELETIVAS E DE ALTA COMPLEXIDADE

Freitas também explicou sobre o documento que a secretaria emitiu na quarta-feira, 10, cancelando as cirurgias eletivas e de alta complexidade para a região. O documento foi entregue para a 5ª Coordenadoria da Saúde e apresentado em reunião com 49 municípios que buscavam justamente aumentar o número de procedimentos.

O secretário comentou que a medida tem por objetivo não gerar filas ainda maiores. Segundo Freitas, atualmente a fila chega há 15 meses e se a cidade aceitasse realizar mais cirurgias, ela poderia passar de seis anos. Freitas enfatizou que mesmo com a emissão deste documento os procedimentos seguem normais e não haverá prejuízo aos pacientes das regiões atendidas por Caxias.

Ele ainda destacou que o estado tem que cumprir com suas obrigações para que o município não fique sobrecarregado. A titular da 5ª Coordenadoria da Saúde, Solange Sonda, destacou que os hospitais São Carlos de Farroupilha e o Virvi Ramos já sinalizaram que teriam interesse em fazer os atendimentos. 

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